09 de julho de 2026

Prefeitura se cala após dias desastrosos no PS


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Foto de arquivo mostra Rosane sendo entrevista e Alexandre Ferreira. Nenhum dos dois comentaram as última ocorrências no PS.

Os casos dos últimos dias envolvendo o pronto-socorro “Álvaro Azzuz” não foram suficientes para Prefeitura de Franca se pronunciar. A Secretaria de Saúde também não. O prefeito Alexandre Ferreira e a secretária Rosane Moscardine idem.

O primeiro caso explodiu na última sexta-feira, 17, quando um médico foi preso em Mairinque, no interior de São Paulo, por exercer ilegalmente a profissão. Pablo Mussolin usava documentos de um médico chamado Pablo Galvão e ficou no PS de Franca por seis meses. Até agora a prefeitura não emitiu nenhum comunicado a respeito.

No fim de semana, dois casos chamaram a atenção e deixaram a população preocupada.

A morte da operadora de caixa de 37 anos Aparecida Helena dos Reis, ocorrida na noite da última sexta-feira, foi o primeiro. Segundo a família, a paciente teria ido por quatro dias seguidos ao Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, após sentir dores no estômago e fortes palpitações. Na unidade, ela teria sido, sem diagnóstico, tratada com soro e liberada na terça, quarta e quinta-feira. Na sexta-feira, já sem conseguir se sustentar de pé, foi encaminhada à Santa Casa, onde morreu por volta das 22h30. Segundo parentes, houve suspeita de pneumonia, mas nada foi confirmado.
Nem a Prefeitura e nem a Secretaria de Saúde explicaram o que está sendo feito no caso.

Ainda no final de semana, outro caso. Segundo o operador de prensa Miravaldo Monteiro Florindo, 39, ele procurou a unidade para tratar um pequeno caroço em seu olho e, após uma injeção de Profenid ser aplicada no glúteo, suas pernas teriam perdido completamente a sensibilidade. “Para me receitar essa injeção, o médico não olhou na minha cara nem perguntou se eu tinha reação a algum medicamento”, disse Miravaldo. “Ele falou que teria que esperar 40 minutos para ir embora. Mas, com 25 minutos, minhas pernas começaram a formigar. Chamei uma enfermeira e ela fez alguns testes. Não estava mais sentindo minhas pernas.” O médico, então, teria sido acionado e se negado a examiná-lo antes dos 40 minutos recomendados por ele. Ele acabou internado na Santa Casa, recebeu alta na segunda e passará por atendimento. A Prefeitura também não se pronunciou.

Em todos os casos, o GCN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura e não obteve resposta.