08 de julho de 2026

Cesáreas serão permitidas só com termo de responsabilidade


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A mudança não foi bem aceita por grávidas e médicos da rede particular

No início do ano, a ANS (Agência Nacional de Saúde) aprovou uma medida para combater o excesso de cesáreas realizadas nos hospitais particulares. A medida que passaria a valer hoje, dia 6, definia que os planos de saúde arcariam com as despesas relativas às cesarianas.

Também seria necessário, para autorizar um parto desse tipo, o chamado partograma, documento com todos os detalhes a respeito do parto e que explicaria a necessidade de cesárea ao invés do parto normal. A mudança não foi bem aceita por grávidas e médicos da rede particular. Alguns profissionais chegaram a dizer a suas pacientes que escolhessem entre procurar a rede pública para realizar o parto ou pagar ao médico pelo procedimento, uma vez que o plano de saúde da mãe não cobriria a cirurgia. Quanto às mulheres, muitas defendem que devem ter o direito de escolher que parto preferem e que o plano não deve cobrar pelo atendimento.

A ANS mudou de ideia e alterou a resolução inicial. Raquel Lisbôa, gerente-geral de Regulação da agência, explica que a grávida terá o direito de escolher o tipo de parto que deseja, mas que assinará um termo de responsabilidade. O documento tratará de todo o risco envolvendo mãe e bebê durante o procedimento. A Organização Mundial de Saúde define em 15% o índice ideal de cesarianas para um país.

O Brasil tem o maior índice com 40% de procedimentos em rede pública e 85% na rede particular. As mudanças tentam incentivar o parto normal e acabar com os partos cirúrgicos sem necessidade, que além de custarem mais, aumentam os riscos de morte da mãe e do bebê.