08 de julho de 2026

Procedimento errado para aumentar o bumbum levou à morte de paciente


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Imagem mostra aplicação de produto para aumentar o bumbum feito pela falsa biomédica

Meses depois da morte de Maria José Brandão, 39, após um procedimento para aumentar o bumbum, o laudo do IML confirma que a morte foi resultado de uma embolia pulmonar. Maria, ajudante de leilão, procurou Raquel Policena Rosa, 27, que atendia como biomédica, sem ter a formação necessária, para fazer o procedimento estético.

Foi na segunda aplicação da substância, até hoje não identificada, que a paciente começou a sentir mal. Ela teria entrado em contato com Raquel para relatar dores no peito e falta de ar.

Como resposta, recebeu a orientação de que deveria comer "uma coisinha salgada". Maria ainda teria dito que tinha medo de sofrer um acidente vascular, o que foi recebido com ironia pela falsa médica: “Você fuma? Alguma coisa assim? Você costuma praticar atividade física? Pode ficar tranquila que tem a ver com a tensão, não tem nada."

A ajudante de leilão foi ao Hospital Jardim América, em Goiânia e chegou a ser internada, mas não resistiu. A morte aconteceu no dia 25 de outubro de 2014 e, segundo o IML, apesar de não ser possível identificar o produto usado, o que causou o óbito foi a forma como a substância foi injetada. “Essa substância saiu da região aplicada e foi parar em outros órgãos nobres, como o pulmão”, explica a legista Ívia Carla Nunes.

Marcellus Arantes, gerente do IML esclarece que independente do produto usado, o resultado seria o mesmo, pois a maneira como foi realizado o procedimento obstruiu vasos sanguíneos pulmonares.

O namorado da falsa biomédica, Fábio Justiniano Ribeiro, de 33 anos, responde junto com a namorada por homicídio doloso, por exercício ilegal da profissão e uso de produtos sem procedência. O casal também não orientou a vítima a procurar um médico quando começou a passar mal. Na ocasião da morte de Maria, Raquel chegou a ficar 10 dias presa, mas agora responde em liberdade.

O advogado que defende a acusada, Ricardo Naves, afirma que ela não tem nenhuma responsabilidade no caso. Além de Maria, haveriam outras 30 mulheres que também fizeram o procedimento com a médica.