09 de julho de 2026

Demora no atendimento acaba em confusão no PS


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Guardas tiveram de controlar o rapaz e o conduziram ao Plantão Policial, de onde foi liberado
A demora no atendimento médico no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” acabou em briga na noite da última quarta-feira. O conferente Leonardo Soares, de 22 anos, morador do Residencial Paulo Archetti, foi levar o filho pequeno que estava com febre ao médico e, depois de esperar mais de três horas, acabou discutindo e brigando com o médico e outros funcionários do PS. Parte da briga foi filmada por outros pacientes. O vídeo circulou pelas redes sociais e gerou dezenas de comentários. 
 
Segundo o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial, Leonardo e sua mulher chegaram ao PS por volta das 17h30 com o filho pequeno, que apresentava febre alta e dores pelo corpo. 
 
A criança passou pelo médico que levantou a hipótese de se tratar de um caso de pneumonia. Para confirmar o diagnóstico, solicitou que fosse feito um raio-x. O PS estava lotado e a fila para o exame era grande. Depois de aguardar por cerca de uma hora e quarenta minutos, Leonardo disse à polícia que uma pessoa teria passado na frente de seu filho, o que o fez ir pedir explicação ao médico. Foi quando começou a discussão. 
 
Leonardo teria xingado o profissional e rasgado a ficha de atendimento do filho. Assustadas, as enfermeiras acionaram os guardas civis. “Quando chegamos para tentar contê-lo, ele estava descontrolado. Não conseguimos segurá-lo. Chamamos reforço e o levamos para a recepção, que foi onde gravaram as cenas do vídeo”, disse o guarda Adilson Alves. 
 
Segundo ele, ainda na área de consultas, Leonardo teria pego uma cadeira e arremessando-a em um dos guardas. “Ela acertou o braço e a cabeça e deixou marcas.”
 
Adilson disse que não houve agressões. O vídeo mostra quatro guardas contendo o rapaz, mas não há tapas ou socos. Apenas um deles segura uma arma de choque. Adilson diz que ela não foi usada. “Não o agredimos, mas tivemos que contê-lo para que não machucasse ninguém.”
 
O guarda e outros envolvidos na confusão confirmaram que havia um atraso no atendimento. “Realmente a fila naquele dia era grande, mas não sei precisar exatamente qual o tempo de espera”, disse Alves. 
 
Depois de conterem o conferente, os guardas o levaram para o Plantão Policial onde foi registrado um boletim de ocorrência por desacato e resistência à prisão contra Leonardo. “Eu entendo a irritação desse pai. É muito complicado você ver seu filho doente e tendo de esperar horas. Mas isso, não dá direito a ele de agredir os funcionários”, disse o guarda.
 
Tanto o guarda agredido quanto Leonardo passaram por exame de corpo delito. O caso agora será investigado pelo 5º Distrito Policial. 
 
No final da tarde de ontem, Leonardo foi procurado para comentar o ocorrido. Atendeu ao celular e pediu que a reportagem ligasse em cinco minutos para que ele pudesse trocar o chip de aparelho por conta da bateria. A reportagem ligou outras quatro vezes para o celular do conferente, mas o mesmo estava desligado.