11 de julho de 2026

Sentença contra bombeiros que atuaram na 'Boate Kiss' sai hoje


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Boate Kiss, em Santa Maria, após a tragédia

Deve ser publicada nesta quarta (3) a sentença de oito bombeiros acusados de crimes no processo do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. Eles estão sendo julgados pela Justiça Militar do Rio Grande do Sul. No primeiro dia de julgamento, o Ministério Público pediu pena de prisão de cinco anos a três oficiais, e nesta manhã acusação e defesa de manifestam sobre a participação de outros cinco bombeiros. O incêndio na Boate Kiss aconteceu em janeiro de 2013 e matou 242 pessoas, tornando-se a quinta maior tragédia do país.

Os bombeiros respondem pelos crimes de prevaricação, inobservância da lei e inserção de declaração falsa em documento público. Além da prisão eles ainda podem ser condenados a pagamentos de multas, perda da função pública e das patentes. Na última terça estavam no banco dos réus o ex-comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Maria tenente-coronel reformado Moisés Fuchs, o tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que chefiava a Seção de Prevenção a Incêndio da cidade, e o capitão Alex da Rocha Camilo, que assinou o alvará de liberação da boate.

O promotor do caso criticou a falta de rigidez na liberação de alvarás e inspeções pelos bombeiros e também o descumprimento da portaria 64, que regula a aplicação de normas técnicas de prevenção contra incêndios no Rio Grande do Sul. Werley Alves Filho, advogado de defesa de dois militares usou uma passagem bíblica para defender os réus: “O clamor público não pode impressionar os julgadores. O clamor soltou Barrabás e crucificou Jesus.”