O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, participou na última quarta-feira, 20, do Congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais, mais conhecido como Anbima, que foi realizado em São Paulo, e fez algumas declarações importantes durante seu discurso sobre o atual governo.
Barbosa falou a respeito da decisão da presidente Dilma Roussef (PT) em não vetar a lei aprovada pelo Congresso que permite aumentar os recursos destinados ao Fundo Partidário e chamou o gesto de insensato e criticou a presidente dizendo que ela cometeu um erro político imperdoável. O ex-ministro ainda falou a respeito da corrupção existente no país e disse que ela foi incentivada pelo modelo de organização da política que foi adotada, e que exercer a atividade política no país se tornou um meio para atingir outros objetivos que não seja os de interesse da coletividade.
O discurso de Joaquim Barbosa rendeu vários aplausos até que uma pergunta inesperada surgiu da plateia, questionando o ex-ministro sobre quando ele daria o privilégio à população de se tornar presidente da república em 2018. Barbosa não ignorou a pergunta e respondeu: “Tornar-se presidente de seu país é a honra suprema, mas, em primeiro lugar é preciso ter vontade e até hoje não tive essa vontade, é simples”. Barbosa que já havia descartado essa possibilidade anteriormente surpreendeu quando fez uma nova ressalva: “Pode ser que daqui a alguns anos, mas essa vontade até hoje não tive, não”.