Foram presos nesta quinta-feira (7) em Carapicuíba, na grande São Paulo, um policial militar e um ex-PM suspeitos de terem participado da chacina na sede da Pavilhão Nove, torcida organizada do Corinthians. No último dia 18 de abril, oito pessoas foram assassinadas na quadra localizada na Zona Norte da capital paulista.
O motivo do crime seria dívidas de drogas. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), uma das oito vítimas devia dinheiro ao ex-PM Rodinei Silva, que tem passagem por tráfico. O nome do outro PM não foi divulgado, mas os dois homens tiveram prisão temporária decretada e foram levados à sede do DHPP. Também foram emitidos mandados contra outros suspeitos, incluindo mais policiais.
Dois dos cinco sobreviventes da chacina relataram que os criminosos teriam se apresentado como “polícia” assim que chegaram à quadra, por volta das 23h. Em seguida mandaram oito rapazes se ajoelhar e atiraram em suas cabeças. A mãe de uma das vítimas disse que os torcedores foram espancados antes de morrer. “Deixaram o rosto e o braço dele todo machucado.”
O Ministério Público de São Paulo acompanha as investigações. Para a polícia, o alvo do ataque era Fábio Domingos, ex-presidente da torcida organizada e a única vítima a receber dois tiros.