08 de julho de 2026

Professora é acusada de bater em aluno


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Imagem de arquivo

Uma professora de São José da Bela Vista é acusada de agredir um aluno durante uma confusão na tarde da última terça-feira, 5, dentro de uma sala de aula na Escola Estadual “Maciel de Castro Júnior”, no Centro. Segundo a mãe do estudante, a professora teria empurrado seu filho em cima de carteiras e agredido o menino de 11 anos nas costas com um livro. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade.

De acordo com o relato da criança, a professora é substituta de português e sempre se desentende com os alunos. No dia, ela teria deixado a sala de aula e colocado uma inspetora para cuidar dos estudantes. No retorno, ao encontrar os alunos em algazarra determinou que todos receberiam castigo. “A professora anotou alguns nomes e fui perguntar porque o meu estava junto. Ela mandou eu calar a boca e se f... Ainda xingou a minha e me empurrou”, disse o menino do 7º ano do ensino fundamental.

Para a mãe do garoto, a atitude da professora não condiz com o cargo que ela ocupa. “Ele e os outros meninos sempre reclamaram dela. Ela só humilha as crianças, usa palavras de baixo calão. Faz bullying com os alunos, dizendo que o futuro deles é ser traficante.”

Com marcas vermelhas na região do pescoço, o menino não quer retornar para a escola e diz que a professora só parou de bater após a intervenção dos colegas. “Ela me empurrou em cima das cadeiras e veio me batendo com o livro, nisso o resto da sala começou a gritar e a professora saiu correndo.”

A mãe disse que, ao ser comunicada da briga, foi até a escola e ouviu da professora reclamações contra o filho. “Ela falou que ele só tem respondido e não obedece, e em seguida começou a chorar. Sem saber o que tinha acontecido, mandei ele ajoelhar na frente de todos e pedir perdão, só que os alunos começaram a gritar que o meu filho estava certo, pois tinha apanhado.”

Ao saber da versão das crianças, a mulher procurou a polícia para registrar a ocorrência e comunicou a agressão ao Conselho Tutelar. O menino também passou por exame de corpo de delito e ontem não foi à escola.

A reportagem procurou pelo contato da professora ontem na Delegacia de Polícia, mas não conseguiu ter acesso ao boletim de ocorrência. Na Escola “Maciel de Castro Júnior”, a professora não foi encontrada e a recomendação era que somente a Secretaria Estadual de Educação poderia se manifestar sobre o caso.

Enquanto aguardava um posicionamento da direção da escola, a reportagem ouviu de alunos que “ninguém gosta da professora” e que “ela bateu nele, mas também apanhou”.

A Diretoria Regional de Ensino de Franca, por meio de nota, disse que “repudia qualquer ato de violência e informa que uma equipe de supervisores já foi designada à escola para averiguar o caso e prestar assistência aos envolvidos no ocorrido”.