11 de julho de 2026

Mãe é suspeita de matar filho autista de 9 anos com sorvete envenenado


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Cristiane Renata Coelho Severino e o filho Lewdo Bezerra

Cristiane Renata Coelho Severino, 41 anos, foi indiciada na última quarta-feira, pela Polícia Civil do Ceará, como suspeita pela morte do próprio filho, Lewdo Bezerra, de 9 anos, e pelo envenenamento de seu ex-marido, Francilewdo Bezerra, em novembro do ano passado.

O laudo pericial aponta que Cristiane deu à criança sorvete de morango misturado com “chumbinho”, substância comumente usada para matar ratos. O delegado Wilder Brito, titular do 16º DP, deu uma declaração à TV Verdes Mares nesta quarta-feira após a conclusão do inquérito. “A Cristiane, que dizia ter sido espancada pelo marido, matou o filho envenenado fazendo uso de sorvete de morango. Não há mais dúvidas.”

Ele ainda afirmou que a motivação do crime seria livrar-se do trabalho de cuidar da criança, diagnosticada com elevado grau de autismo, e ficar com a pensão do marido e seguro de vida. Ela também teria um amante. O caso “Lewdinho” e o pai, o subtenente do exército Francilewdo Bezerra Severino, foram envenenados na madrugada do dia 11 de novembro de 2014.

Inicialmente, o subtenente foi acusado pela esposa de ter assassinado o filho e tentado cometer suicídio. Ele ficou em coma por uma semana no Hospital Geral do Exército em Fortaleza sob intensa vigilância militar, e chegou a ser preso ao acordar, quando passou a auxiliar nas investigações. Em seu primeiro depoimento à Polícia, Cristiane disse que foi obrigada a ingerir tranqüilizantes e que foi agredida por Francilewdo. Quando acordou, teria encontrado o filho morto.

O subtenente ainda teria postado uma mensagem no Facebook logo com informações sobre o crime, dizendo “Temos dois filhos especiais. Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos.” Foram cinco meses de investigações com acareações e duas reconstituições do crime.

A perícia no celular de Cristiane e no notebook da família mostrou que na noite do ocorrido ela havia feito uma pesquisa sobre como matar uma pessoa envenenada. Já o suposto anúncio no Facebook de Francilewdo foi atualizado enquanto ele estava em coma, e seu celular com a esposa. O delegado titular do caso declarou que a prisão preventiva será pedida ainda nesta semana, e Cristiane Coelho responderá por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. De acordo com o Código Penal Brasileiro, por se tratar um homicídio qualificado, ela pode pegar de 12 a 30 anos de prisão em regime fechado. O tempo da pena pode ser aumentado em consideração aos agravantes do crime.

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