Exatamente um ano depois da assinatura do acordo coletivo, a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, para tentar um consenso entre os pedidos apresentados pelo Sindicato dos Servidores e o oferecido pela Prefeitura de Franca, foi marcada pela intransigência dos negociadores do poder público, que bateram o pé e não apresentaram nenhum tipo de aumento real à categoria.
A desembargadora Gisela Rodrigues Magalhães de Araújo, que presidiu a audiência, bem que tentou convencer a Prefeitura a avançar. Em vão. Para todas as perguntas sobre as cláusulas econômicas, o procurador do município Joviano Mendes da Silva respondeu zero como oferta.
A postura intransigente assustou a desembargadora. “Doutor, assim não é possível. É preciso o mínimo de boa vontade para negociar. A Prefeitura precisa oferecer algo.”
Joviano respondeu que não estava autorizado a melhorar qualquer oferta. A magistrada, então, pediu que ele falasse com quem tivesse a autorização. Não adiantou.
Sem qualquer disposição para negociação por parte da Prefeitura, a desembargadora indeferiu o pedido de nova audiência de conciliação feito pelo sindicato e marcará uma nova data para que a greve e o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal.