Em comemoração à Semana da Água, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) realizou ontem, 18, uma visita às obras de captação do rio Sapucaí-Mirim e, no ensejo, anunciou que o novo sistema começará a funcionar, em fase de testes, a partir de fevereiro. A obra está em andamento desde 2012, com um investimento de R$ 160 milhões.
Com a presença do superintendente regional da Sabesp, Gilson Santos de Mendonça, a visitação começou com uma apresentação geral de como funciona a distribuição de água em Franca e, em seguida, uma comitiva de técnicos, autoridades e imprensa acompanhou um pouco dos trabalhos executados na futura estação de tratamento de água, em uma estação elevatória de água e na captação junto ao rio Sapucaí. As três frentes de trabalho visitadas estão situadas às margens da rodovia Rio Negro e Solimões.
“A obra está bastante adiantada e no próximo ano entrará em operação. A previsão é que em fevereiro comece a pré- operação e havendo necessidade de ajustes, durante seis meses, eles serão de responsabilidade dos consórcios que estão executando os trabalhos. A entrega da obra completa ocorrerá em outubro”, disse Rui Engrácia, gerente distrital da Sabesp. No evento, a Sabesp informou que em relação as obras lineares (tubulação) a construção atingiu 65% e nas localizadas (ETA, elevatórias) o percentual construído é de 57%.
Segundo o superintendente regional, o novo sistema é a maior obra do interior do Estado de São Paulo em produção de água e envolve 200 funcionários em seis canteiros de obras. Além da ETA e de duas estações elevatórias de água em construção na zona rural, dentro da cidade há a ampliação de um reservatório com capacidade para dois milhões de litros no Aeroporto e a construção de um novo, com capacidade para 1,5 milhões de litros, no Jardim Ângela Rosa.
Ainda segundo Mendonça, quando todo o sistema entrar em operação, a capacidade de vazão de água para abastecer a cidade dobrará em relação a atual. Hoje, os rios Canoas e Pouso Alegre fornecem 1050 litros por segundo. Quando pronto, o rio Sapucaí começará com uma vazão de 800 litros por segundo podendo chegar a mil.“Os sistemas serão interligados e caso ocorra alguma dificuldade no Canoas, o Sapucaí conseguirá suprir e manter o abastecimento de toda a cidade”, disse o superintendente, que também garantiu água nas torneiras com o novo sistema, mesmo em períodos de estiagem como os vivenciados no ano passado. “Essa é a grande vantagem do sistema. Ele nos dá uma segurança operacional para os próximos 30 anos”, finalizou.