Na última quinta-feira, dia 12, depois de uma gravidez turbulenta, Myriam Priscilla Rezende de Castro, foi transferida para o Centro de Referência da Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, em Belo Horizonte, condenada por mandar cortar o pênis do ex-noivo, voltou para a prisão por ordem da Justiça.
Os bebês que nasceram prematuros têm duas semanas de vida e seguem internados na Maternidade Otaviano Neves.
Esta unidade prisional permite que as detentas cumpram pena sem abandonar o convívio com recém-nascidos. Enquanto não completam um ano, os bebês podem passar todo o tempo com a mãe e no primeiro aniversário são entregues para a família.
Segundo a certidão de cumprimento de pena do Tribunal de Justiça, Myriam não deve ficar por muito tempo nessa situação, pois, a partir do dia 1º de abril já pode requisitar o cumprimento do resto da sentença em regime aberto. Com isso, ficaria liberada para trabalhar, se tiver bom comportamento, dormir em casa, e seria obrigada a se apresentar à Justiça, informando mudanças de endereço, não sair à noite e pedir autorização para viagens.
O advogado que defendia a médica condenada até semana passada, Giovani Caruso Toledo, abandonou a causa por discordâncias sobre estratégias de defesa. Segundo ele, os recém-nascidos “devem ficar dois meses na incubadora do hospital” e nem devem ir para o presídio, já que Myriam pode conseguir o direito ao regime aberto antes do período proposto.