Um jovem de 14 anos foi internado no Hospital Regional de Ferraz Vasconcelos, na Grande São Paulo, com hemorragia cerebral. A Secretaria estadual de Saúde de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira, 9, a morte do adolescente Peterson Ricardo de Oliveira. O pai do jovem, Márcio Nogueira, disse que o filho foi espancado dentro de uma escola pública na Vila Jamil, na manhã da última quinta-feira, 5, apesar de nenhum registro de agressão ter sido feito na polícia.
Em entrevista ao portal R7, Márcio alegou não saber que o filho sofria preconceitos na escola por ser filho de um casal homossexual e resolveu tornar o caso público para que isso não ocorra com outras famílias. “Queremos também que a justiça seja feita”, disse o pai, que ainda confirmou que vai processar o governo de São Paulo pela morte do rapaz.
Márcio prestou queixa na delegacia de Ferraz de Vasconcelos sobre o caso que está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Itaquaquecetuba. O delegado responsável, Eduardo Boiguez Queiroz, disse que as investigações não apontaram sinais de espancamento, mas que ele teria passado mal durante a tarde, por causa de um possível Acidente Vascular Cerebral, após um desentendimento com outro aluno mais cedo.
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou que o adolescente deu entrada no hospital com parada cardiorrespiratória e passou por processo de reanimação. Os médicos puderam constatar através de exames, que Peterson havia sofrido uma hemorragia cerebral, mas que não havia sinais externos de violência física. As câmeras de segurança do colégio foram analisadas e não foi constatado nada parecido com o que foi relatado pelo pai.
O estado de São Paulo é considerado o maior com número de denúncias de homofobia. Apenas no primeiro semestre de 2014, foram registrados 139 casos dos 540 ao todo no Brasil.