10 de julho de 2026

Mulher pede para marido escolher entre ela ou o filho com Down


| Tempo de leitura: 2 min
Leo nasceu no dia 21 de janeiro

Após dar a luz Ruzan Badalyan abandonou o marido e o filho recém-nascido com Síndrome de Down. Assim que o pequeno Leo nasceu no dia 21 de janeiro, em um hospital da Armênia, os médicos responsáveis pelo procedimento não permitiram que os pais vissem o bebê e o levou para outra sala.

O pai de Leo, Samuel Forrest, foi direcionado para conversar em particular com os médicos, quando recebeu a notícia que seu filho tinha Síndrome de Down. “O pediatra saiu da sala com uma pequena trouxinha, era Leo. Estava com o rosto coberto e as autoridades do hospital não me deixaram vê-lo e nem a minha mulher. Quando o médico saiu, disse: 'seu filho tem um problema sério. Leo tem Síndrome de Down', Eu fiquei em choque”, revelou Forrest.

Na Armênia, se uma criança nascer com Síndrome de Down, a família pode escolher ficar com o bebê ou enviá-lo a um orfanato. Samuel, apesar do susto, teve uma reação acolhedora e conseguiu segurar o filho pela primeira vez depois de absorver a notícia. “Ele é lindo, ele é perfeito e eu com certeza vou ficar com ele”. Para a infelicidade de Samuel, sua esposa não reagiu da mesma forma quando revelou o que estava acontecendo. Ruzan Badalyan, já havia feito sua escolha, ou o marido abandonava a criança ou ela pediria o divórcio. Samuel decidiu ficar com o filho.

“Eu não queria o divórcio. Eu nem tive a chance de conversar com ela a sós sobre isso”, disse Forrest. Ele é nativo da Nova Zelândia e após o divórcio decidiu retornar ao seu país de origem, mas como é freelancer, possui uma renda instável, e precisava arrecadar fundos para fazer a viagem de volta com o filho. O objetivo era arrecadar US$ 60 mil, mas foram doados mais de US$ 180 mil até o momento.

“Isso tudo aconteceu do nada. Eu não tenho muito, tenho bem pouco na verdade. A intenção é reunir dinheiro suficiente para viver durante um ano, para que eu consiga um emprego de meio período, para que Léo não precise ficar em uma creche e eu possa ajudar a cuidar dele. Ele já perdeu muita coisa em duas semanas, tudo seria diferente se ele tivesse a mãe”, disse Forrest.

Desde o nascimento de Leo, Forrest entrou em grupos de apoio a pais com filhos com Síndrome de Down para compartilhar histórias e receber o máximo de suporte possível. Ele espera que os pais aprendam a lidar melhor com crianças portadoras de necessidades especiais, para que possa ver o número de crianças que são enviadas para orfanatos diariamente ser reduzido. “Se formos além deste rótulo, veremos que eles são normais. Todos eles têm nichos e eu quero descobrir onde Leo é especial. Esse rapazinho é ótimo”, finalizou.

Ruzan Badalyan não quis falar mais sobre o caso.