“Eu quis largar, ela não quis. Eu vou morrer. Eu não merecia... Eu não merecia isso... Eu não merecia... Trouxe a menina para dormir aqui hoje. Eu não merecia. Ela me ‘tirou’ hoje. Me xingou. Quero morrer... Eu não morro. ‘Tá’ doendo e eu não morro. Eu quero morrer. Eu quero morrer. Morro logo. Eu quero morrer... Eu quero morrer... Eu não morro.”
Essas palavras seriam da vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, que teria declarado a um amigo a vontade de morrer por meio de uma mensagem de áudio enviada logo após a vigilante matar a ex-namorada, a policial militar em fase de formação Marcela Maria de Oliveira, 31, e tentar cometer suicídio. O áudio foi divulgado anteontem pela TV Clube/Band.
O crime aconteceu no dia 25 de janeiro, no Jardim Paineiras, e teve motivação passional. Marcela morreu com três tiros disparados por Elaine, que foi para a casa onde morava com a PM logo após cometer o crime. No imóvel, ela tentou se matar com um disparo também no peito. A vigilante ficou internada na Santa Casa de Franca até o último domingo, quando recebeu alta e foi levada para a cadeia do Jardim Guanabara.
Na última segunda-feira, ela prestou depoimento à equipe de homicídios da DIG. Durante a conversa com os policiais, Elaine disse que chegou armada à casa onde morava com Marcela, na intenção de persuadir uma outra mulher, que seria amante da vítima, a sair da residência. “Eu também resido lá. Eu peguei o armamento pra intimidar a menina (amante) a sair (da casa), porque ela não estava dando bola pra o que eu falava. Ela ‘tava’ dona da casa. Eu queria intimidar. Eu ‘tava’ dentro da minha casa e não tinha autoridade nenhuma. Ela (Marcela) desceu do carro e veio pra me agredir de novo, então eu saquei a arma e atirei.”
Elaine comentou ainda o momento em que tentou se matar e disse ter se arrependido do crime cometido. “Depois de atirar na Marcela, eu fui pra casa e dei um disparo em mim também. Eu não queria essa situação, queria ter morrido. Estou muito arrependida.”
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