09 de julho de 2026

Gêmeas siamesas são separadas e precisam de milagre para viver


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As gêmeas siamesas Anny Beattriz e Anny Gabrielly

Em estado gravíssimo e mantidas vivas com o suporte de aparelhos, as gêmeas siamesas Anny Beattriz e Anny Gabrielly estão internadas na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Materno Infantil, em Goiânia (GO). As meninas nasceram no último 10 de dezembro unidas pelo tórax, dividiam o fígado, tinham dois corações, interligados entre si, e passaram por uma cirurgia de separação no último sábado (3).

Anny Beattriz, a bebê maior (e que apresenta estado ainda mais grave), possuía dois rins e Anny Gabrielly, apenas um. De acordo com a equipe médica responsável pelo procedimento, as chances de sobrevida no pós-operatório já são menores do que 1% e se elas conseguirem sobreviver, será um milagre.

Os pais das bebês são de Ibipeba, na Bahia, e descobriram que as duas eram siamesas no sexto mês de gestação. Eles vivem na área rural e a exposição da mãe a agrotóxicos estão entre as possíveis causas da gravidez com gêmeos siameses.

Entre as dificuldades da cirurgia, classificada pela equipe médica como “muito complicada”, estavam a má formação de determinados órgãos, uma “ponte” com um vaso de grosso calibre que unia os corações e deve que ser rompida e suturada, além do fato de o fígado ser único.

Segundo o hospital, 12 profissionais, entre cirurgiões pediátricos, médicos intensivistas, anestesistas, cardiologistas, nefropediatra e enfermeiros participaram da cirurgia de separação, que durou seis horas.