A considerar as sucessões do calendário segundo as convenções humanas, chegamos ao final de mais um ano que se nos prestou a promoção evolutiva, no ritmo particular de cada um.
É hora do ‘balanço’ para sabermos se houve lucro ou prejuízo, tendo como implacável agente verificador a nossa própria consciência. Do ponto de vista espiritual, tranquilizamo-nos pelos bons resultados, ou censuramo-nos pelo superávit da coluna de débitos morais.
Refletimos sobre o que fizemos ou deixamos de fazer, analisamos as próprias experiências e verificamos que algumas se mostraram produtivas, outras, moralmente prejudiciais, especialmente aquelas que nos alertaram para o quanto ainda estamos atrasados na senda do progresso do espírito.
Todavia, é também tempo de recomeçar, de avaliar entre lucros e perdas, como um primeiro passo na renovada fase do individual processo de evolução.
Haveremos de incluir novos expedientes ao magno empreendimento, ou estacionaremos para repetir resultados indesejáveis.
Como se renascêssemos para a realidade suprema a cada ano, ter que revigorar nossos propósitos. Como a Fênix da fábula egípcia — que se queimava e ressurgia das próprias cinzas —, ou sob a equação moral de Lavoisier, ‘na natureza nada de cria, nada se perde, tudo se transforma’, ressurjamos, nós também, mais radiantes, para uma vida de realizações ascendentes.
Mas, como preconiza o Espiritismo, o cristão há que ser reconhecido pelo esforço da transformação moral, tem que renascer diariamente em sacrificado mas inarredável processo renovador do próprio caráter.
Ano a ano, mês a mês, ou dia a dia, o soerguer da humanidade, nos degraus da infinita escada, é vislumbre de novas possibilidades espirituais, num eterno potencializar da nossa consciência na felicitante harmonização com as sábias, justas e inderrogáveis Leis de Deus.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca