09 de julho de 2026

Um cenário nada favorável


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Caso não aja de forma firme e completamente dissociada do que fez até agora, a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá enfrentar muitos problemas ao longo de seu segundo mandato. Todas as perspectivas e cenários traçados até agora por especialistas brasileiros e internacionais apontam para um período ainda mais difícil do que o País vem atravessando nos últimos dois anos, com forte retração da atividade econômica, o que afeta diretamente produção e emprego, atingindo diretamente a maioria dos brasileiros. Os setores produtivos enfrentam grandes dificuldades para manter os níveis de produtividade, em razão da redução na competitividade no mercado externo e da retração do mercado interno.

A alta do dólar, cada vez mais frequente, pressiona não apenas o fluxo cambial, mas também infla o preço de commodities e até as contas do Tesouro, que devem fechar no vermelho, assim como o crescimento econômico: o PIB (Produto Interno Bruto) se encaminha para um nível próximo do zero, o que significa estagnação da atividade econômica. Junte-se a isso tudo o aumento da TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo), a qual vai impactar negativamente a concessão de empréstimos pelos bancos de fomento oficiais, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tornando-se mais difícil a oferta de crédito subsidiado para a produção pela instituição, tornando tudo mais difícil para o empreendedor brasileiro.

Outro ponto que vai prejudicar esta retomada, além das dificuldades que vão persistir e do aumento de taxas e impostos (este vai impactar diretamente o setor produtivo), será a nova composição do Congresso Nacional, bastante fragmentado e não tão obediente às demandas do Planalto como vinha sendo até agora. Uma oposição mais forte, grupos completamente desligados da base aliada, mesmo integrando partidos que até agora são fiéis à presidente, deve formar o novo parlamento brasileiro. Somando-se isso tudo aos déficits nas contas públicas e ao rombo causado pelo “petrolão” à maior estatal brasileira, não é difícil compreender como será difícil ao País resolver os problemas de sua economia.

Por isso, aguarda-se com ansiedade as medidas a serem tomadas pela nova equipe econômica a ser empossada por Dilma no primeiro dia de 2015. Mas já está claro que o remédio a ser ministrado para tirar a economia do coma será muito amargo, principalmente para o contribuinte e, consequentemente, para o trabalhador e para os empresários. Os gargalos que acabam se tornando um sorvedouro de verbas públicas para a corrupção, um dos grandes males brasileiros, ainda serão estimulados. Sem mecanismos de controle, governos federal, estaduais e municipais continuarão gastando muito — e mal —, cabendo ao trabalhador arcar com o descontrole das contas e com o sobrepreço em obras públicas. Ou seja: nós teremos que apertar o cinto enquanto a ação criminosa de corruptos e corruptores continuará desviando o suado dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros.

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