A estação mais quente do ano começa oficialmente neste domingo, às 21h03, no Brasil. A chegada do período marcado pelo sol, piscina e corpo bronzeado pode trazer também doenças típicas do período quente e úmido. Especialistas apontam que as ocorrências de algumas enfermidades de pele, ginecológicas, além de insolação e desidratação, se tornam mais frequentes por causa dos hábitos adotados durante o verão.
Segundo o médico clínico geral Bento Carvalho, a pele úmida por conta da transpiração e contato com água, mais corriqueiros durante esta estação, “é um hotel cinco estrelas para microorganismos normalmente adquiridos em diversos locais como piscinas e praias”. De acordo com Carvalho, os sintomas das micoses são irritação, coceira e vermelhidão no local atingido pelo microorganismo, que em geral são virilhas, pés e unhas. Ao perceber a micose, o médico recomenda o paciente a procurar um clínico geral ou um dermatologista e não se automedicar “pois esta é uma doença facilmente confundida com outras”.
O uso de peças úmidas e roupas com tecidos sintéticos, hábitos mais comuns em época de calor, tentem a provocar algumas doenças ginecológicas. “O aumento da umidade e temperatura da região genital acaba criando condições favoráveis para o crescimento de fungos, protozoários e bactérias no local”, disse a ginecologista Érica Mantelli. A candidíase é um exemplo desse tipo de doença e é ocasionada pela proliferação do fungo chamado cândida. Segundo Mantelli, os sintomas da candidíase são coceira e ardência vaginal, dor ao urinar e corrimento. “O tratamento é feito com aplicação de pomada e pode durar até 15 dias”.
Outro hábito comum do verão é a longa exposição ao sol. De acordo com Carvalho, o costume pode causar insolação cujos sintomas são dor de cabeça, náuseas, tontura e temperatura mais quente do corpo. “Evitar não é tão difícil, basta não tomar sol entre as 10 e 15 horas e sempre usar filtro solar.”
O calorão também pode ocasionar desidratação, que é quando o corpo perde mais do que os comuns 2,5 litros de água durante um dia, seja por suor, urina ou fezes. “Quando desidratado, o ser humano apresenta sede, fica com a boca e olhos secos e não urina regularmente. A saída é o repouso em lugares arejados e ingestão de líquidos”, disse o clínico geral.