Os vereadores Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB) devem definir nesta semana qual estratégia adotarão para tentar anular a votação que aprovou o projeto de lei do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) que altera a forma como os médicos da rede municipal de Saúde são pagos.
Pelo projeto, os médicos deixarão de receber o salário mensal por jornada de trabalho que varia de 20 a 40 horas semanais e passarão a ser remunerados por consulta ou procedimento. O problema é que, como o projeto não prevê mecanismos de controle sobre o número de consultas realizadas e a qualidades dessas consultas, ele dá margem para que o profissional que quiser receber mais faça consultas mais rápidas, as chamadas consultas relâmpago, e possa assim receber um salário maior.
A aprovação do projeto aconteceu na sessão extraordinária da última terça-feira em meio a muita polêmica (veja como votaram os vereadores no quadro ao lado). Márcio do Flórida e Radaeli acusam o presidente do Legislativo, Jepy Pereira (PSDB) de impedir a discussão do projeto e de seis emendas que haviam apresentado em conjunto com a vereadora Valéria Marson (PSDB).
Jepy não encerrou a discussão do projeto depois de uma suspensão da sessão e reabriu os trabalhos já com a votação, impedindo Márcio de se pronunciar. No dia, Márcio usou a tribuna para dizer que denunciaria o caso ao Ministério Público. Mas em conversas posteriores, ele e Radaeli estudam se o melhor não seria levar o caso primeiro à Comissão de Justiça da Câmara para tentar a anulação da votação com menos desgaste. A decisão deve ser tomada nesta semana.
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