Quando pensamos em imperadores imaginamos grandes homens saudáveis com físico definido, perfeitos, parecidos com esculturas do período clássico das artes. Entretanto, estudos recentes mostram que essa “imagem” não passa de uma estereótipo.
Por meio de mais de 2 mil escâneres e autópsias virtuais, o imperador egípcio, Tutancâmon, revelou ter dentes tortos, quadril de mulher e uma deficiência em sua perna esquerda que o fazia mancar. O motivo por trás de tantas deficiências resulta de que seus pais eram irmãos.
O estudo revelou ainda que a versão de que Tutancâmon teria morrido durante uma violenta corrida de bigas é bastante improvável, já que ele dependia de uma bengala para o simples ato de caminhar o que torna a ação de se equilibrar em uma “charrete” de guerra puxada em alta velocidade fisicamente impossível para o imperador.
As radiografias virtuais ainda levantaram a suspeita de que foi através de uma fratura no joelho e de distúrbios hormonais, também responsável pelo seu quadril largo, que Tutancâmon teria falecido em 1323 a.C.
As pesquisas também revelaram detalhes da mumificação do imperador. Ele foi coberto com um líquido preto e teve o coração retirado para que as pessoas pensassem que fosse um deus – inspirado em Osíris – segundo afirma o professor Salima Ikram, da Universidade Americana do Cairo. Outro detalhe curioso foi que pênis foi embalsamado a 90 graus – como se estivesse ereto.
No sarcófago ainda foram encontradas 130 bengalas que Tutancâmon teria usado ao longo de sua vida. Tais detalhes e mais foram revelados pelo documentário da BBC One chamado Tutankhamun: The Truth Uncovered.