09 de julho de 2026

Falta de conscientização afeta a doação de órgãos


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O Brasil busca conscientização neste sábado, 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos. O objetivo é estimular as pessoas de que a iniciativa pode salvar vidas. E muitas. Em Franca e no País, segundo César Augusto Almeida de Carvalho, médico nefrologista e responsável pela Comissão de Transplantes da Santa Casa de Franca, há atualmente um clima de recusa entre as famílias. “Infelizmente, as famílias dos pacientes se recusam a doar órgãos dos que foram diagnosticados com morte cerebral. Isso por não aceitarem o fato de que a falência do cérebro já caracteriza o falecimento da pessoa. Essa realidade dificulta nosso trabalho”, comentou.

As córneas foram as mais doadas entre 2013 e 2014 na cidade. De 121 doações, o número cresceu para 154 neste ano. 136 pacientes de Franca receberam o transplante, operação que é feita em Ribeirão Preto. Por outro lado, o órgão mais procurado, o rim, registrou doação em queda, ou seja, de 14 para apenas 6 no período. O transplante de rim é o mais procurado. 9 mil pessoas em São Paulo e 18 mil no Brasil esperam por órgão saudável. “É uma situação difícil, pois 50% dos pacientes morrem na espera”, revelou Carvalho. “Quem necessita de transplante, fica em uma fila comum em todo o país”, reforça Carvalho.

Patrícia Aparecida, de 25 anos, fez um transplante de fígado há 8 anos. Ela contou que em 2003, descobriu que tinha uma doença autoimune crônica o que rapidamente se transformou em uma cirrose hepática. Ao ser transferida para Ribeirão Preto, a médica constatou um agravamento na situação que só se resolveria com o transplante. “Percebemos o problema ainda na escola. Quando fui ao médico, descobrimos tudo. Em Ribeirão, a médica disse que a única possibilidade de cura era o transplante. Fiquei na fila por três anos e meio, até que em 2006, um doador compatível foi encontrado em Bragança Paulista”, declarou. Ela diz não saber o nome do jovem que faleceu em um acidente de carro.