O delegado Arnóbio Soares, titular da delegacia de Pilão Arcado, norte da Bahia, contou em entrevista ao portal G1, que o homem responsável por decepar as mãos de um pedreiro, alegando que este teria roubado alguns de seus animais, não apresentou “qualquer comprovação, justificativa ou sequer ocorrência” que prove que o suposto delinquente tenha cometido tal delito. “Não há provas contudentes, porque mesmo que houvesse o roubo não poderia haver uma atitude de também hediondez. A vítima alegou que estava lá, procurando restos de fezes de animais para esterco para a produção de verduras. A gente já autuou o autor [do crime] por tentativa de homicídio qualificado pelo motivo fútil, impossibilitado de defesa para a vítima e crueldade", afirmou o delegado.
O homem que teve os membros decepados negou ter roubado ou tentado roubar animais do fazendeiro. Depois de ser atentido no hospital, ele contou que após participar de um culto religioso, saiu para comprar gasolina e aproveitou o caminho para recolher fezes de gado para processar esterco. Nesse momento, foi atacado com um facão. Além de ter decepado as mãos, o fazendeiro ainda provocou ferimentos nas pernas, nos braços e na cabeça da vítima.
A polícia investiga o caso e não descarta a possibilidade de haver uma motivação oculta para o
crime.