11 de julho de 2026

Polícia apreende celular de mulher desaparecida para investigações


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A Polícia Civil apreendeu um dos celulares de Jandira Magdalena dos Santos, desaparecida desde 26 de agosto, após ter ido fazer um aborto. O celular já tinha ajudado na investigação ao revelar uma foto de um cartão com telefones da suspeita pelo desaparecimento. Agora, a polícia espera encontrar novas informações que possam levar ao paradeiro da auxiliar administrativa.

Na conversa com o ex-marido Leandro Brito Reis, na noite anterior ao seu desaparecimento, Jandira revela que já tinha o dinheiro para o procedimento, mas não tinha ninguém que a acompanhasse. Em seguida, Leandro oferece para acompanhar a ex-mulher.

Ele havia se afastado dela por ela ter ficado grávida de outro homem, mas segundo ex, eles estavam voltando a conversar. “A notícia me afastou. Nos últimos tempos a nossa relação estava boa. Ela me procurava sempre, mas só me contou no dia anterior que o aborto estava marcado”, explicou. “Isso é verdade, ela só avisou na noite do dia anterior. Ela não tinha ninguém para levá-la na rodoviária e pediu ajuda a ele”, confirmou Maria Ângela dos Santos, mãe de Jandyra, que não acreditava na participação de Leandro no sumiço da filha, apesar da relação ter tido várias brigas e agressões.

Duas denúncias de Jandyra contra Leandro, uma de ameaça e outra de ameaça e agressão, que ocorreram respectivamente em 2008 e em 2010, foram arquivadas, ambas por “lapso temporal decorrido, sem manifestação da vítima, pressupõe-se que ela não tem mais interesse na medida de proteção aplicada que ora se torna sem efeito”.

“Isso foi na época do divórcio, que foi problemático na época. A gente era imaturo, mas não deu em nada, tanto que a gente continuou tendo contato e estava tentando se reaproximar quando ela me contou a verdade, que ela estava grávida de outra pessoa. Se eu fosse uma pessoa tão ruim assim ela não teria me procurado. Em nenhum momento eu a procurei, vão ver isso pela quebra do sigilo telefônico dela. Ela me procurou um dia antes de decidir abortar”, defendeu-se Leandro ao jornal Extra.

A suspeita recai sobre a técnica de enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira que seria responsável por administrar uma clínica clandestina de aborto.