Morte de jovem atirador completa um ano sem resposta da Justiça
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José Antônio Machado Júnior (no destaque) foi enterrado com honras militares. Atirador do Tiro de Guerra de Franca morreu aos 19 anos após sofrer acidente de trânsito na Vila São Sebastião
A morte do atirador do Tiro de Guerra de Franca José Antônio Machado Júnior completou um ano no último domingo, 31 de agosto. O jovem morreu com apenas 19 anos após ser atropelado por um carro no cruzamento das ruas Manoel Francisco de Melo e Francisco Marques, na Vila São Sebastião, quando seguia para o quartel. O motorista responde em liberdade por homicídio culposo enquanto a família do atirador, em meio a saudade e a revolta, cobra resultados da Justiça. Por meio da perícia, ficou comprovado que o motorista do carro avançou o sinal vermelho.
“Não recebi nenhuma resposta ainda. Já fui conversar com o promotor e ele me disse que o motorista será indiciado, mas não tenho nenhum resultado consistente. Isto me deixa indignado. Por outro lado, tenho a esperança de que ele será condenado, mas acredito que não será preso. Afinal, ninguém vai preso por matar alguém no trânsito”, disse o pai do jovem, José Antônio Machado.
Além da demora na decisão do caso, a liberdade do motorista que atropelou seu filho é o que mais revolta José Antônio. “Se você matar um animal você vai preso, mas se matar um ser humano não vai. Que lei é essa? Não existe. Não é menosprezar um animal, mas isto me revolta muito. É uma lei absurda.”
Na época do acidente, o caso foi registrado no 2º Distrito Policial que concluiu o inquérito e encaminhou ao Ministério Público após analisar, entre outros pontos, as imagens gravadas por um estabelecimento próximo ao local onde o acidente foi registrado. De acordo com o delegado responsável pelo caso, João Walter Tostes Garcia, não foi possível comprovar se o homem havia ingerido bebida alcoólica porque na época do acidente não foram realizados testes.
De acordo com dados do processo, consultados pelo site do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), o juiz da 2ª Vara Criminal recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público no dia 21 de maio de 2014 alegando que as imagens da câmera de segurança do estabelecimento não deixaram dúvidas que o motorista não respeitou o sinal vermelho no momento da colisão que matou o jovem de 19 anos. A reportagem do Comércio da Franca entrou em contato com o promotor do caso, Claudemir Aparecido de Oliveira, mas foi informado que ele não iria comentar o caso.