Os policiais militares cariocas, tenente Rodrigo Medeiros Boaventura, o sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno e os sodados Adir Serrano Machado, Alex Sandro da Silva Alves, Rodney Miguel Archanjo e Gustavo Ribeiro Meirelles, acusados de matar e arrastar a auxiliar de serviços gerais Claudia Silva Ferreira, em março deste ano, têm cargos administrativos na PM do Rio de Janeiro.
Claudia, mãe de quatro filhos, de 38 anos, foi morta com dois tiros, um no pescoço e um nas costas, disparados pelos policiais, no Morro da Congonha, em Madureira, Zona Norte do Rio, no dia 16 de março desse ano. Os PMs colocaram a mulher, já morta, na viatura e não perceberam quando ela caiu e foi arrastada por 300m. As imagens registradas por um motorista circularam pela internet e geraram indignação.
A Policia Militar do Rio de Janeiro declara que os agentes colocaram a mulher na viatura para levá-la ao hospital. Versão desmentida pelo IML, que declarou que a mulher chegou morta ao hospital e pela população que disse que os policiais dispararam para o alto quando foram impedidos de limpar o local do crime.
Rodrigo e Zaqueu, acusados de atirar em Cacau – como a mulher era conhecida – foram presos por poucos dias e transferidos para, respectivamente, o 3° DP e 41° BPM, para serviços administrativos. Já Adir, Alex, Rodney e Gustavo, acusados de fraude processual, por retirarem o corpo do local, estão no 9° BPM da cidade, trabalhando em serviços internos.
A família de Claudia, que com medo saiu da favela, ainda espera a indenização prometida pelo governo.