Pâmela Mendes chora ao lembrar sobre a morte da mãe em acidente de trânsito ocorrido na manhã do último domingo
As mortes de Aparecida das Graças Ribeiro, 62, e de Roselane Henrique Rafael, 34, vítimas de um atropelamento no último domingo dia 20 de julho, ocasionaram um protesto hoje a partir das 15 horas. O motorista que causou o acidente havia ingerido bebida alcoólica.
O protesto acontecerá na avenida São Vicente, próximo ao Clube dos Servidores Municipais, no exato local onde ocorreu o acidente. A filha de Aparecida Ribeiro, Pâmela Mendes, 25, organizou tudo através de uma rede social, o Facebook. Ela pede justiça, mudanças na lei e mais rigor na punição de acidentes de trânsito como esse.
A manifestação teve início na revolta que tomou conta de familiares e amigos das vítimas após ficarem sabendo que o condutor responderia deverá ser indiciado por homicídio culposo, aquele em que não há a intenção de matar. Além disso, o rapaz, que admitiu ter bebido, só ficou preso por não pagar fiança de R$ 5 mil, estipulada pelo delegado plantonista.
As duas mulheres eram vizinhas e morreram após serem atingidas por um Volkswagen Gol enquanto caminhavam na Avenida São Vicente, no início da manhã de domingo. Aparecida morreu no local e Roselane ao ser socorrida. Ninguém mais se feriu gravemente. O motorista LFBS dirigia o veículo com mais duas pessoas. O boletim de ocorrência registrou sua situação como “alcoolizado, mas não embriagado”. Na ocasião, ele não aceitou fazer bafômetro e um legista atestou seu estado através de um exame físico. Inicialmente, LFBS foi recolhido à cadeia pública do Jardim Guanabara. Depois acabou transferido para o Centro de Detenção Provisória local.
Investigações
Na sexta, 25, a polícia obteve imagens da loja de conveniência de um posto de combustível onde o motorista teria comprado bebidas. Isso constitui novas evidências e deve orientar as investigação. O material está na Perícia da Polícia Civil e o delgado Dalmo Polo, do 4º DP, está ouvindo testemunhas do caso. “Com algumas provas reunidas a mais, temos evidências para indiciar o motorista”, disse ontem. O delegado não deu mais detalhes sobre os depoimentos. “Minha revolta é saber que R$5 mil reais paga duas vidas. Que lei seca é essa? Isso não pode continuar. Ele interrompeu a vida da minha mãe e dos filhos da Roselane. Ele interrompeu muitos sonhos”, desabafou.
Roselane era coladeira de peças, deixou três filhos e marido. Aparecida deixa filha e marido. “Eu amava as duas. Roselane era como uma irmã para mim. Minha mãe era o alicerce da nossa casa, era nosso chão”, contou emocionada.