O candidato a deputado estadual e vereador Laercinho (PP), negou que as terras do sitiante João Miguel Siqueira tenham sido invadidas, mas confirmou que realmente ofereceu dinheiro, mudas e uma vaca média para resolver a questão.
No vídeo, o senhor aparece oferecendo dinheiro e uma vaca para compensar a invasão de terras. O que o senhor tem a dizer a respeito?
Não é bem assim. Na verdade, primeiro queria falar do problema dos eucaliptos. Ele (sitiante) tinha umas mudinhas de eucalipto e tinha avisado que não queria que a gente arrancasse, mas depois eu combinei com ele que no lugar ia arrumar até umas 500 mudas da Prefeitura para ele replantar e ficou combinado. Não é só para ele que eu arrumo muda, não. É para todo mundo. Já tem lá na Prefeitura, o pessoal vai e busca.
E em relação a esta tentativa de comprar as terras?
Então, tentei fazer um acordo. O trecho que ele reclama era pouquinho. Valia uns 500 e poucos reais. Fiz isso para ele deixar fazer a estrada. Está tudo regularizado. Não tem invasão, não.
Mas para mexer na terra de outra pessoa, a Prefeitura não precisa de autorização do dono?
Não. Isso está na lei. Lá é área pública. A lei diz que em área pública não precisa e estrada é área pública.
O senhor se refere à estrada, mas as propriedades que ficam às margens não são área pública...
O Código de Postura do Município é que trata disso. Diz que a estrada tem que ter 10 metros de um lado ao outro e lá não tem, por isso a Prefeitura pode mexer.
Mas para isso ela precisa de um convênio assinado com os proprietários, precisa de um decreto de desapropriação...
Não tem necessidade de convênio, nem de desapropriação.
Se a obra é legal como o senhor afirma, por que o senhor ofereceu dinheiro, mudas e vaca do seu bolso para que o sitiante não reclamasse?
Eu estava vendo até onde ele ia. Eu não sou bobo. Além disso, tinha 10 homens parados esperando para trabalhar e não dava para deixar a cerca dele no meio da estrada. Não foi a prefeitura que invadiu. Eles que invadiram uma área pública antes. Eles é que fizeram o erro. Nós abrimos para consertar o erro deles. A obra tem indicação, tem contrato, tem tudo. Não está irregular.