08 de julho de 2026

Dança de Salão


| Tempo de leitura: 3 min
Cléber Moreira e Lucimara Santos em passo de dança de salão.
Forró, samba de gafieira, salsa, merengue, bolero, zouk e tango. Bailar pelo salão com esses ritmos - típicos da dança de salão - tem sido a opção de muitas pessoas que buscam, mais do quem bem estar físico, uma melhora da condição emocional. Da primeira, segunda ou terceira idade, homens ou mulheres, eles querem se divertir nas academias, fazer novas amizades e, de quebra, melhorar a capacidade respiratória, o condicionamento corporal, a flexibilidade e a coordenação motora. Se animou? Corra para a academia mais próxima. Sozinho ou acompanhado, os benefícios são inúmeros. O valor é a partir de R$ 50 por mês.
 
De acordo com os professores Lucimara Santos e Cléber Moreira, da KM Studio de Dança, não faltam histórias de quem, através dos passos no salão, venceu graves doenças. “A depressão, por exemplo, fica do lado de fora das nossas aulas. Temos inúmeros alunos que chegam carregados de problemas e dançando se esquecem deles. A dança é mágica e consegue levar a mente a lugares incríveis. Não é exagero dizer que ela tem poder de cura”, disse Lucimara.
 
Parece ser verdade. Quem vê o motorista Marcos Antônio Gonçalves, 50, desenvolto nas aulas do professor Cléber, não imagina que ele tratou um câncer na garganta que o levou a um quadro de depressão. São doenças graves que, aula a aula, vão ficando no passado. “Sou muito tímido e com a doença fui ficando cada vez mais em casa. Cheguei a um ponto que não saia para nada. Hoje dançar para mim é uma terapia”, afirma.
 
E não é apenas bom para a mente. Como qualquer outro exercício, a dança mexe com o corpo inteiro. Queima calorias, aumenta a frequência cardíaca, estimula a circulação sanguínea e melhora a capacidade respiratória. A vendedora Sueli Pimenta, 38, emagreceu cinco quilos desde que começou a dançar.
 
As aulas começam com um alongamento, passam por um aquecimento, sempre no ritmo de uma música, e seguem para os passos do dia, que variam entre forró, samba de gafieira, maxixe, merengue, salsa, tango, bolero, zouk, soltinho, valsa, samba rock e, em algumas academias, inclui o sertanejo universitário.
 
De acordo com a professora Marlete Nascimento Machado, dona da Cia Francana de Dança de Salão, o público que procura as aulas é variado, de jovens a idosos, e cada um consegue dela um resultado. “Depende muito do que a pessoa está buscando: perder peso, se divertir ou apenas desestressar. O que é comum em todos os casos é a paixão que ela desperta em quem faz a primeira aula”, afirma. Ela e o marido, Éder Machado, dançam juntos há mais de dez anos.
 
Com par
Frequentar as aulas com um companheiro - marido ou mulher - não é obrigatoriedade, mas quem consegue levar o parceiro para a aula comemora conquistas. O empresário Omair Cintra e a mulher dele Ângela Cintra são prova disso. “Ela sempre quis dançar. Um dia, de surpresa, vim fazer nossa matrícula. Ela adorou e já dançamos juntos há um ano”, disse.
 
De lá para cá, de acordo com o casal, há muitas mudanças. “A dança nos fez ficar ainda mais unidos. Nos apresentou novos amigos e abriu um leque de opções de lazer”, disse Ângela. Os dois são alunos do KM Studio de Dança há um ano.

Assista: