09 de julho de 2026

Amigos são presos vendendo drogas em condomínio


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Material apreendido em condomínio fechado da cidade é revelado pela Polícia Civil de Franca
Dois amigos foram presos em flagrante na manhã de ontem por tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de munições de uso restrito. Os sapateiros DNSJ, 25, e o “sócio” NCMC, 21, foram detidos no apartamento que alugavam no Condomínio Franca Garden, na Vila Santa Cruz e, segundo a polícia, comercializavam droga. Chamou a atenção o fato da dupla se esconder atrás da segurança de um condomínio fechado para realizar seus atos ilícitos. 
 
DNSJ, que de acordo com a Polícia Civil, possui passagens por roubo e furto e NCMC, que já esteve preso por tráfico e furto, negaram o comércio ilegal. No entanto, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) reuniram provas que apontaram a participação de ambos no crime. Além disso, eles são investigados por suposto envolvimento em roubos diversos na cidade.
 
A polícia chegou até a dupla após denúncias. “Ninguém imagina que em um condomínio fechado haja este tipo de crime. Mas, neste caso, o entra e sai de pessoas do apartamento com sacolas, por exemplo, chamou a atenção e denúncias foram apresentadas”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que comandou a operação de ontem. Segundo ele, as denúncias eram de que no local poderia estar ocorrendo a venda de drogas ou a compra e venda de produtos oriundos de roubos e furtos.
 
Equipes da especializada se revezaram em campanas dentro e fora do próprio condomínio. A movimentação suspeita foi confirmada e Murari solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão. Ontem, munidos da ordem judicial, agentes estiveram no apartamento alugado por DNSJ no final de 2013 e onde o sócio morava há quatros meses.
 
Nas buscas, os policiais localizaram uma TV de 50 polegadas sem comprovante de procedência, várias peças de joias em prata, cinco aparelhos celulares, duas balanças de precisão, 45 munições para pistola calibre 9 milímetros de uso restrito e porções de drogas guardadas em recipientes na geladeira. Mais de R$ 2,2 mil em dinheiro também foram apreendidos.
 
Os indiciados alegaram que a droga era para consumo, mas não souberam explicar o que faziam com duas balanças de precisão, aparelho comumente usado para pesar drogas. Eles também não souberam explicar a origem das munições. Os “sócios” foram autuados em flagrante e recolhidos ao CDP. “Agora eles serão investigados por suspeitas de participação em roubos”, destacou Murari.
 

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