O professor de história André Luiz Ribeiro, 27, que foi agredido na Zona Sul de São Paulo, após ser confundido com um ladrão, disse, em entrevista ao jornal O Globo, que não teve tempo de entender o que estava acontecendo. “Achei até que era um assalto. Desceram do carro, não conversaram comigo, já foram me batendo. Já me deram soco, me derrubaram no chão e aí veio a multidão”, lembra. “O que mais me revoltou foi o fato de eles nem pensarem em me escutar”, disse o professor.
A confusão aconteceu quando o professor passou por um bar que tinha acabado de ser assaltado e várias pessoas o confundiram com o ladrão. Em seguida algumas delas perseguiram-no de carro. Ele foi acorrentado pelo dono do bar e parou de apanhar apenas quando os bombeiros chegaram.
Um dos bombeiros que salvou o professor perguntou para ele sobre a Revolução Francesa, para mostrar para o grupo de agressores quem ele realmente era. “É um assunto que eu conheço porque dou aula para a 7º série. É um assunto recorrente. Os bombeiros e depois os policiais me salvaram”, conta.
No depoimento o dono do bar manteve o discurso de que foi André que havia roubado seu estabelecimento. André ficou preso por dois dias, mas conseguiu na Justiça a liberdade provisória.