Alunas gastam energia durante uma das aulas de zumba oferecidas na escola Vem Dançar
Não tem idade, peso ou sexo. A zumba, tipo de dança que vem conquistando público cada vez maior nas academias, é democrática. A aula é um misto de ginástica aeróbica e dança e usa os ritmos latinos - salsa e merengue, kuduro, calipso e reggaeton junto com axé, pop rock internacional e até funk - para torrar calorias. Segundo Leonardo Leonard Goes, 29, professor de zumba na escola Vem Dançar, uma única aula é capaz de queimar de 500 a mil calorias, dependendo da intensidade.
Mas os benefícios vão além da perda de peso. A mistura de dança e ginástica mexe com o corpo inteiro, fortalece a musculatura, melhora o condicionamento físico, o equilíbrio e a coordenação, além de levantar o humor, já que é extremamente animada.
De acordo com Leonardo, a zumba é o carro chefe da sua academia, que conta hoje com quase 400 alunos só nessa modalidade. O que faz com que esse número não pare de crescer, segundo ele, é o fato de qualquer pessoa poder “zumbar”, neologismo usado por quem faz as aulas. “Cada um conhece o seu limite, mas não tem idade ou peso ideal para praticar. Tenho alunos de 13 a 72 anos.”
As academias vivem lotadas de alunos querendo “zumbar”. O Comércio acompanhou aulas em duas delas - Academia Atlântica e na Vem Dançar. A comerciante Maria Cristina Bernardes, 57, estava em uma das turmas. Nem o frio daquela noite a desanimou.
Frequentadora das aulas na Atlântica desde janeiro, ela se apaixonou pelo exercício na primeira aula. “Não gosto de musculação, pois acho tudo entediante. Na zumba sinto mexer o corpo inteiro, sem perceber que estou fazendo exercício”, disse. A aula, para ela, é uma válvula de escape para o estresse. “Chego cansada e saio relaxada, é impressionante.”
Maria percebe outros benefícios. Desde que começou a dançar se sente mais disposta e com mais facilidade para realizar as tarefas rotineiras, como subir e descer escadas. A comerciante já perdeu oito quilos entre janeiro e maio, apenas com as aulas. Emagrecer, por sinal, é comum entre os alunos. O administrador Willian Fernando, 34, da Vem Dançar, já perdeu 20 quilos desde janeiro, apenas “zumbando”.
A educadora física Nilza Maria Lage, 44, é formada em dança e se especializou em zumba. A experiência com o ritmo mudou a vida dela. “Tinha síndrome do pânico e a zumba foi um remédio para mim. Foi e ainda é. Brinco, mas é verdade. Essa dança é minha fluoxetina (medicamento).”
Em uma das academias em que Nilza dá aulas, a Atlântica, todos os horários de zumba estão cheios de alunos e o bem estar que mudou a vida da própria professora vem mudando a de muitos “zumbeiros”. “A zumba é contagiante, descarrega o estresse. A música começa e a sensação de bem estar já invade o corpo”, disse. Ela afirma que a zumba trabalha o corpo e a mente, por isso é boa para o tratamento de inúmeras doenças físicas e psíquicas, sem nenhuma contra-indicação.