Estudantes param a Faculdade de Direito em protesto
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Ontem, durante a manhã, cerca de 200 alunos estiveram no protesto e não assistiram às aulas
Com cartazes e gritos de ordem, universitários da FDF (Faculdade de Direito de Franca) protestaram ontem, 2, por melhorias no ensino e por maior representatividade nas decisões coletivas da instituição. Devido à manifestação, que foi pacífica, não houve aula e os estudantes aproveitaram para também cobrar mais agilidade na entrega do novo prédio da faculdade.
O protesto foi decidido após assembleia realizada pelos alunos na semana passada. Os universitários pedem pela atualização da biblioteca, por mensalidades mais acessíveis e aulas de reforço para quem estiver em dependência. Segundo eles, a FDF está se tornando “elitizada” e a mensalidade tem sido reajustada em média R$ 50 por ano. Atualmente, de acordo com os estudantes, a mensalidade custa R$ 650. Na Unifran (Universidade de Franca), a mensalidade do curso de direito é R$ 634.
Segundo o universitário Carlos Eduardo Veiga Soares Júnior, 21, representante do diretório acadêmico da faculdade, a paralisação ocorre em razão das “promessas não cumpridas”. “Estamos esperando uma posição desde junho do ano passado e até agora nada. Se não tivermos um retorno, podemos decidir por greve ou até mesmo uma ocupação.”
A FDF tem em torno de 1,4 mil alunos em dois períodos. Ontem, durante a manhã, cerca de 200 estiveram no protesto e não assistiram às aulas. A mesma manifestação estava prevista para ocorrer no período noturno.
Para Júnior, outro ponto que motivou a paralisação é a não paridade de votos dentro da congregação (órgão deliberativo máximo da unidade). “Temos apenas dez votos, o que se torna pouco diante dos votos dos professores. Pedimos pela alteração do regime interno para que os alunos possam ter mais participação”, explicou o universitário. Em relação ao novo prédio, os estudantes alegam que a obra está demorando além do previsto e as mensalidades estariam inflacionadas no intuito de atender os gastos com a construção.
A FDF
O diretor da FDF, Décio Piola, disse ontem, 2, que as reivindicações são legítimas e poderão ser atendidas dentro da legalidade e das condições financeiras. “Muito do que eles pedem demanda tempo e é burocrático, mas estamos estudando para ver a possibilidade de atender.”
Para o diretor, a manifestação ocorre em “efeito cascata” das greves ocorridas nas faculdades públicas e é um direito dos estudantes. “Vou reunir com as lideranças e pontuar o que estamos fazendo para atender as reivindicações. Em relação às mensalidades, dependemos delas e todos sabem que somos uma faculdade particular. Ninguém está aqui enganado.” Segundo Piola, apesar de a FDF ser uma autarquia municipal, ela não recebe recursos da Prefeitura e sobrevive apenas das mensalidades.