Vidros de garrafas e de janelas quebrados podiam ser encontrados no local ainda na manhã de ontem. Caso será apurado pela PM
O empresário VDP, 56, proprietário de uma transportadora, foi vítima de tentativa de furto e agressão na madrugada de domingo. Os fatos ocorreram no interior da empresa, localizada no Distrito Industrial, em Franca. Os suspeitos seriam frequentadores de uma casa noturna que funciona ao lado da transportadora. Eles invadiram o local para, segundo o empresário, praticarem furto. Ao impedir, ele foi hostilizado e agredido. Ainda de acordo com seu testemunho, a viatura da Polícia Militar teria chegado somente sete horas após a solicitação. A corporação, em nota, diz que o caso será “objeto de um apuração interna”.
O dono da empresa possui um apartamento sobre o escritório. Ele tem o hábito de ficar no local quando a casa noturna funciona com o objetivo de evitar invasões. “Traficantes, viciados, cachaceiros, gente de toda a espécie e até crianças de 12, 13 anos, ficam na porta da transportadora quando a boate fecha”, afirmou. Na madrugada de domingo, pouco depois das 5h30, ele acordou com o prédio sendo invadido.
“O dono da boate jogou (sic) todo mundo para fora e fechou o local. Um grupo aproveitou para arrombar um portão lateral (da transportadora) e entrar.” Ainda de acordo com o empresário, os invasores destruíram armários e o refeitório. Depois, entraram na área de acesso ao depósito. “Acordei com o barulho, acendi todas as luzes e eles passaram a gritar ‘sujou, sujou’. O depósito estava cheio de cargas. Se eles invadissem o local, não posso nem imaginar o prejuízo que teria”, afirmou.
Ao descer, a vítima disse que foi agredida por integrantes do bando. Por isso, para se proteger, ele correu para o escritório, que tem blindex e uma grade de ferro. Ao pegar o telefone para ligar para a polícia, os invasores deixaram o local. “Eles saíram, fui atrás. Já do lado de fora, eles me hostilizaram, xingaram, como se o bandido fosse eu”. desabafou o empresário.
VDP afirmou que ligou para o 190 às 5h40, 5h42 e 5h43. A viatura da Polícia Militar só chegou ao local por volta das 12h30 e ele quase acabou preso por desacato. “A primeira vez, a policial desligou na minha cara. Ela fazendo entrevista, o povo arrombando, eu não aguentei, falei alto e ela desligou”, disse o empresário. Somente na terceira ligação, o empresário conseguiu registrar a ocorrência pelo 190 da PM. “Você está sendo morto e a policial te entrevistando. Um descaso. É uma vergonha.”
A viatura chegou no início da tarde. O dono da empresa contou que quase foi preso por desacato, por expressar sua insatisfação com o atendimento. Ele disse que pretende mudar do local no máximo em um mês. Caso isto não ocorra, ele vai colocar segurança armada nas instalações.