Treinamento de combate a incêndio movimenta a Câmara de Vereadores
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Bombeiros buscam possíveis ‘vítimas’ no plenário da Câmara, tomado por fumaça da explosão seguida de incêndio. Simulação reuniu também servidores e PMs
A sessão de ontem da Câmara estava calma. De repente, uma explosão. A luz se apaga. O pânico toma conta do plenário. Gritos de susto e pedidos de socorro ecoam. Vereadores, servidores e plateia começam a correr sem entender o que está acontecendo. Os bombeiros chegam rápido. A quantidade de viaturas e policiais revela que a situação é grave. A escuridão e a fumaça dificultam o resgate. O fogo é controlado. Quando entram, os socorristas se deparam com um cenário assustador. Há muitas vítimas. Curiosos munidos de celulares com câmeras se aglomeram para registrar imagens. Ruas são interditadas. Um posto é montado do lado de fora para os primeiros atendimentos. Um rabecão da funerária estaciona por perto. O estrondo seguido de incêndio deixou um saldo de dois mortos e onze feridos, quatro em estado grave. Uma assessora parlamentar e um bombeiro são as vítimas fatais.
A ocorrência descrita acima foi uma encenação. Faz parte de um treinamento anual do Corpo de Bombeiros para avaliar procedimentos operacionais e possibilitar intervenção satisfatória em situações reais. Um chamado foi feito ao quartel e as guarnições saíram como se fossem atender a uma ocorrência verídica. Sete motos do pelotão de trânsito da PM, duas motos resgate, duas unidades de resgate, três auto bombas, um auto tanque e 23 bombeiros foram empenhados. O grupo de combate a incêndio entrou no plenário usando equipamentos de proteção, como roupa especial, máscara de oxigênio, cilindros e capacete.
Voluntários que se passaram por vítimas foram pintados para simular cortes, queimaduras e traumatismo craniano. O vereador Luiz Cordeiro (PSB), um dos feridos graves, precisou ser entubado na UR. “Mesmo sendo uma simulação, o psicológico da gente fica abalado. Senti na pele e quero me solidarizar com quem sofreu um acidente de verdade”. Lidiane Xavier, assessora de Valéria Marson (PSDB), “morreu” na explosão. Foi colocada em um caixão, que teve a tampa fechada, e removida pela funerária. “Na hora que fecharam o caixão, deu um medinho e frio na barriga”.
Coordenadora do simulado, a tenente Sandra disse que o treinamento ficou dentro das expectativas. “Colocamos em prática nossos protocolos quando o número de vítimas é maior do que o de viaturas disponíveis. Nestas situações, avaliamos a gravidade para dar prioridade ao atendimento. No geral, foi um bom trabalho. Precisamos corrigir alguns detalhes, mas o objetivo do simulado é este: errar aqui, para chegar próximo à perfeição em um atendimento real”.