Os vereadores reclamaram, discutiram, mas engoliram mais um pedido de urgência e autorizaram sem votos contrários a Prefeitura a criar cem cargos de substitutos para o setor de saúde. As vagas serão temporárias e preenchidas por meio de processo seletivo. A decisão da Câmara contrariou posição do Sindicato dos Servidores Públicos, que defendeu o adiamento por existir concurso em andamento e aprovados na fila de espera.
O prefeito pretende fazer contratações temporárias para suprir a demanda de afastamentos por motivos de licença médica. O projeto prevê a criação de 35 cargos substitutos para técnico de enfermagem, 15 de ajudante-geral, 12 de auxiliar de saúde, 16 de enfermeiro, 10 de escriturário e cinco de agente de saúde pública, entre outros.
“O projeto não esclarece quantos servidores estão afastados e por qual período. A população não ficará sem atendimento mais do que já está. Precisamos acabar com esta história de urgência”, disse Valéria Marson (PSDB).
Márcio do Flórida (PT) também reclamou. “Sabemos da gravidade do setor de Saúde, mas as contratações não vão mudar o quadro. Não temos noção dos afastamentos, não há demonstrativo. Por que 100 substitutos?”, questionou.
O Sindicato dos Servidores distribuiu ofício aos vereadores pedindo que o projeto fosse adiado por quatro sessões. A entidade alegou que o concurso em vigor permite as contratações e que o projeto da Prefeitura fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e a CLT.
Na primeira prova de fogo como líder do governo, Marco Garcia (PPS) foi à tribuna e convenceu os colegas que ameaçavam se rebelar. “A população está sofrendo e será uma irresponsabilidade adiar. O município não pode convocar os concursados, pois eles foram aprovados para vagas permanentes e estes cargos serão abertos por tempo determinado.” Apenas Valéria, Márcio do Flórida e Nirley de Souza (DEM) mantiveram a posição contrária à urgência.
Com o pedido de adiamento rejeitado, o projeto foi levado à votação e todos os vereadores disseram sim. “Algumas contratações são necessárias. Estamos diante de uma necessidade, mas acredito que pode haver ações por parte daqueles que foram aprovados no concurso”, disse Luiz Vergara (PSB).
O projeto precisará ser votado em segundo turno na sessão da próxima semana. Ratificada a aprovação, a Prefeitura ficará autorizada a abrir o concurso.
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