Polícia faz a maior apreensão de pasta-base de cocaína da história
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Policiais se deslocam rumo à mata usada por acusado de tráfico para esconder pasta-base de cocaína em garrafão enterrado
A Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca, em conjunto com a Delegacia de Polícia de Patrocínio Paulista, realizou domingo (18) a maior apreensão de pasta-base de cocaína da história policial da região. Quase 21 quilos da droga estavam enterrados em uma mata às margens da rodovia Ronan Rocha, em Patrocínio. A pasta-base, após o “batismo”, segundo a polícia, renderia 320 mil papelotes de cocaína e R$ 3,2 milhões. Uma pessoa acabou presa.
As investigações em torno de Roberto Carlos Lemos, 32, do Jardim Luiza II, se iniciaram há cerca de um ano, após denúncia de que ele seria um dos maiores distribuidores de cocaína de Franca. Os policiais testemunharam o suspeito, em várias oportunidades desde então, com pessoas conhecidas nos meios policiais por envolvimento com o tráfico de drogas. Abordagens não foram feitas, pois o objetivo era chegar ao local onde as drogas estavam.
Há 10 dias, a equipe percebeu que Lemos seguiu para Patrocínio Paulista. Na rodovia Ronan Rocha, entre os km 19 e 20, ele entrou em uma estrada de terra. Os policiais acompanharam e, depois de três quilômetros, constataram que se tratava de uma mata nativa. Convictos de que era onde o entorpecente poderia estar, tiveram início as campanas, que contaram com apoio de policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e de distritos policiais. Durante o período, 40 policiais se revezaram aguardando a oportunidade para entrar em ação.
‘Droga na Mata’
A operação para prender o suspeito foi batizada de “Droga na Mata”. Domingo, no início da manhã, Lemos foi flagrado entrando no local e acabou detido. Cães localizaram o entorpecente enterrado e o, até então, suspeito, confessou a venda do entorpecente. “Ele alegou primeiro que a droga era de outra pessoa, que não poderia revelar o nome para não ser morto, mas todo o entorpecente era dele mesmo”, garantiu o delegado Djalma Donizete Batista. De acordo com Batista, o preso tinha contatos na Bolívia, onde adquiria cada quilo por R$ 12 mil e o revendia por até R$ 20 mil a traficantes de Franca.
A Dise apurou que a pasta-base seria “batizada” e renderia 320 mil papelotes de cocaína. Com o preço de cada porção a R$ 10, a quantidade apreendida movimentaria mais de R$ 3,2 milhões nas ruas de Franca e região.
Lemos, que já cumpriu pena por tráfico, teve apreendidos um Toyota Corolla, 2013, prata, e uma moto Yamaha XT 660R, 2014, branca, adquiridos com dinheiro do tráfico. Cartões e talões de cheques de vários bancos, cinco celulares, notebook e R$ 1,5 mil também foram apreendidos. A última grande apreensão de pasta-base ocorreu em meados da década de 1990, quando a polícia local localizou 18 quilos.