10 de julho de 2026

Preço do litro do etanol sobe R$ 0,50 da noite para o dia


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Fila em posto de combustível que deixou para aumentar o preço do litro do álcool durante a tarde de quarta-feira
Depois de praticamente um mês em queda, o preço do litro do etanol voltou a subir ontem, 7, em Franca. Da noite para o dia, o combustível que antes era vendido na faixa de R$ 1,59 passou a custar até R$ 2,09 o litro. Segundo gerentes e donos de postos da cidade, a alta tem relação com a “forte” concorrência do setor e fez com que o preço voltasse ao valor “real” de mercado. Postos de combustíveis que deixaram para fazer o reajuste durante a tarde de ontem registram longas filas de veículos.
 
Para o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) de Franca, Marco Antônio Nascimento, o reajuste é resultado do fim do desconto concedido pelas distribuidoras. “Não está tendo aumento, apenas retorno do preço anterior. Esse valor é a base praticada em todo o Estado de São Paulo”, justificou.
 
Levantamento de preços realizado semanalmente pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) mostra que no período de 27 de abril a 3 de maio, a maioria das cidades paulistas vendeu o litro do etanol entre R$ 1,90 e R$ 2,20.
 
De acordo com o empresário do setor Nelson Luís Mazza, o preço retornou à casa dos R$ 2 por exigência das distribuidoras que passaram a distribuir o combustível com novo custo, diferente do praticado anteriormente. Mazza afirmou também se tratar de uma “guerra de preço envolvendo os grandes concorrentes”.
 
O dono de uma rede de postos na cidade, que pediu para não ser identificado, revelou ainda que os proprietários de postos de combustíveis estão ficando reféns das distribuidoras. “O valor que será cobrado do consumidor depende do preço de compra e esse ainda não teve queda. A tendência com a moagem da cana é que preço do litro do etanol tenha uma nova baixa.”
 
Do lado do consumidor, a alta repentina e conjunta é encarada com revolta e como uma falta de respeito. “Parece ser combinado. Todos os postos aumentaram juntos, ainda sempre procuro o menor preço”, disse o encarregado Dogmar Eurípedes Paulino.
 
O taxista Márcio Cristiano Cabral também se mostrou indignado com o aumento e, para evitar pagar o novo preço, enfrentou na tarde de ontem a fila formada em um posto de combustível da avenida Santos Dumont. “Essa alta pegou todo mundo de surpresa. Como ando de 300 a 400 quilômetros todos os dias, um aumento de R$ 0,50 no litro faz diferença.” Ao abastecer o tanque no preço antigo de R$ 1,51, Cabral disse que economizaria R$ 20.
 
Histórico
Segundo reportagens publicadas pelo Comércio, em março o preço máximo de venda do litro do etanol na cidade era R$ 2,19. Na última semana do mês, o valor começou a reduzir e chegou a cair até R$ 0,10 em um único dia. Na ocasião, a grande quantidade do produto em estoque foi apontada como justificativa.
 
No começo de abril, novamente o etanol despencou nas bombas dos postos de combustível da cidade e passou a ser praticado entre R$ 1,80 a R$ 1,89 o litro. Já na metade do mês, houve uma nova e terceira baixa e o preço do litro do etanol começou a ser vendido no máximo R$ 1,69, preço esse que foi mantido até a manhã de ontem.

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