O ex-goleiro Marcos disse ter passado um momento de raiva com a saída de Alan Kardec do Palmeiras, mas não viu falta de ética do São Paulo. Ele acredita que a saída do atacante foi circunstância do futebol e que todos os envolvidos defenderam seus interesses de maneira correta durante as negociações.“A partir do momento em que a Fifa libera o jogador para assinar um pré-contrato com outro time seis meses antes do término do atual, não se está fazendo nada de errado. Eu fiquei com raiva também, o cara é importante para o nosso time. Mas, acho que todo mundo fez a sua parte: o São Paulo, que viu o jogador com dificuldade de renovar o contrato, foi lá e fez uma oferta, e pode se fazer isso no futebol. Conhecemos isso desde 1900 e bolinha”, disse Marcos.Para o ex-goleiro, a situação vivida por Kardec é algo comum para qualquer profissão, mas o jogador de futebol costuma receber o rótulo de mercenário. O único fato lamentado por Marcos foi a posição adotada pelas diretorias dos dois clubes envolvidos, que alimentaram um clima de guerra nos bastidores, com declarações fortes dos dois lados. “Não devemos ficar fomentando este ódio entre São Paulo e Palmeiras para o torcedor, porque isso acaba resultando em morte e ninguém ganha nada com isso”.