Dois dos quatro envolvidos no roubo ao Edifício Esmeralda, localizado na Praça Barão, área central de Franca, foram identificados. Maikon Douglas Engane, 22, e Felipe Henrique dos Santos, 21, ambos moradores do City Petrópolis, confessaram participação no crime ocorrido na noite do último dia 27 de março. Os outros dois seriam moradores de São Paulo. A dupla do Petrópolis também assumiu e foi reconhecida em outros três roubos. Como não houve flagrante, Engane e Santos foram liberados. O delegado ainda pode pedir a prisão dos mesmos.
“Imagens do assalto ao edifício ajudaram na identificação do Maikon (Engane) e as investigações chegaram até o Felipe (dos Santos). Mandados de buscas foram expedidos e na casa do Felipe localizamos dois celulares de vítimas do edifício, além do celular de uma cabeleireira, que também foi vítima de roubo”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que comandou as equipes que trabalharam no caso.
O roubo ao Esmeralda teria sido planejado por dois moradores de São Paulo. Em seu interrogatório, Engane disse que no período em que esteve recolhido na penitenciária de Bauru (SP), onde cumpriu pena por tráfico, conheceu os paulistanos, que também estavam presos no local. Em março, um deles ligou e o convidou para uma “fita” (roubo) em Franca. Ele aceitou e chamou Santos para participar.
“As investigações prosseguem para saber se de fato existe ou não estes dois de São Paulo, ou se ele (Engane) estaria tentando encobrir a participação de outros francanos”, comentou Murari. Ele confirmou que Engane esteve recolhido em Bauru, que ele forneceu os apelidos dos supostos comparsas e agora a DIG tentará chegar aos supostos envolvidos.
A ação no edifício ocorreu por volta das 18h30 do dia 27 de março. Os ladrões renderam dois porteiros e subiram até o oitavo andar. O alvo era a sala usada por um comerciante. O local foi arrombado e vários objetos, furtados. Depois, o bando desceu até o terceiro andar, arrombou outras duas salas e rendeu três pessoas que estavam em uma sala. Dinheiro, documentos, celulares e joias foram roubados.
Lotérica do Leporace
Engane e Santos confessaram participação no roubo a um posto de combustíveis no Cambuí em fevereiro e no assalto, em março, a um salão de cabeleireira, no Centro. A dupla ainda foi reconhecida pelas vítimas do assalto a uma residência no dia 9 de abril, na zona Norte. Engane usava uma das joias roubadas neste local. Os dois só divergiram no roubo à lotérica do Leporace, na manhã do dia 6 de março.
“O Maikon (Engane) confessou que era a pessoa que estava com a arma, que quebrou os vidros com uma chave de roda e que entrou na área dos caixas. O Felipe (Santos), nega, mas há evidências de que ele estava presente no local do crime”, destacou Murari.
A DIG continua as investigações para chegar aos outros envolvidos e acredita que o bando seja responsável por outros crimes. A prisão preventiva da dupla deve ser solicitada pelo delegado dos casos nos próximos dias.
Veja como foi a ação dos bandidos: