09 de julho de 2026

Conservação zero: asfalto some e estrada de Claraval fica intransitável


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Asfalto começa a sumir e estrada de Claraval fica intransitável. Vicinal que liga o balneário de Águas Quentes e o distrito mineiro de Lage está tomada por buracos
A manta asfáltica em pedaços e os sucessivos solavancos por conta da dezena de buracos tem transformado a rodovia que liga as Águas Quentes ao bairro rural da Lage, em Ibiraci (MG), em uma via intransitável e no retrato do péssimo estado de conservação que atinge algumas rodovias da região. Em solo paulista, as rodovias que cortam Franca, Cândido Portinari e Fábio Talarico, também possuem trechos que exigem paciência e cuidado dos motoristas. 
 
Na vicinal mineira são pouco mais de dez quilômetros, a partir da ponte do rio Canoas que faz divisa do Estado de São Paulo com Minas Gerais, que parecem esquecidos pelos responsáveis pela sua manutenção.
 
A própria ponte está com um dos lados sem proteção e escancara o perigo aos usuários da estrada, a maioria sitiantes, além de proprietários e frequentadores de ranchos da região de Peixoto. Os restos de concreto que ainda estão pendurados no local indicam que algum veículo destruiu a mureta protetora, que até o começo desta última semana ainda não havia sido reconstruída. Motoristas que costumam passar pelo local dizem que a ponte está quebrada já faz anos.
 
A partir daí há trechos de asfalto razoável e outros com inúmeros defeitos que começam abruptamente para surpresa dos motoristas desavisados, que geralmente só descobrem a má qualidade da pista quando já estão dentro de um dos muitos buracos.
 
Não é difícil ver por ali, veículos trafegando na contramão para desviar de alguma cratera. Elas estão por toda a parte, sendo quase impossível conseguir fugir de uma sem cair em outra.
 
Em muitos pontos, como não existe manutenção adequada, o pavimento simplesmente desapareceu. A impressão é que o motorista está trafegando em uma estrada de terra.
 
O sitiante João Gomes de Souza, 69, é um dos que utilizam a via praticamente todos os dias para ir a Franca. Ele reclama da falta de conservação da estrada e diz já ter quebrado uma roda do veículo ao cair em um buraco e que os serviços realizados recentemente para tentar amenizar a situação não surtiram efeito. “Eles tentaram tampar os buracos com terra e não resolveu. A terra se transformou em poeira e lama. Não tem como andar”, disse.
 
O agricultor João Batista Cintra disse que os moradores daquela região se cansaram das promessas para recuperar a pista. Segundo ele, a situação caótica da estrada se arrasta há praticamente dez anos.
 
Piora
Com as chuvas dos últimos dias, muitos buracos estão cheios d’água e o mato começa a invadir a via. Acostamento e sinalização também não existem, o que deixa a vicinal ainda mais perigosa no caso de pneus estourarem ou o veículo apresentar algum problema mecânico.
 
As irregularidades no asfalto também aumentam o risco de colisão frontal, pois muitos motoristas dirigem em ziguezague pela via na tentativa de escapar dos buracos. “Isso aqui é uma vergonha. A qualquer hora vai virar só terra”, disse o também agricultor, Antônio Donizeti Pio.
 
Recape
O secretário de Obras de Claraval (MG), Wender Calixto, confirmou que parte da estrada vicinal que liga o Balneário das Águas Quentes até o distrito mineiro de Lage, no município de Ibiraci, é de responsabilidade da Prefeitura. Segundo ele, o asfalto existe há 40 anos e nesse período não recebeu investimento. Ele também reconheceu a situação crítica da via e disse que aguarda a assinatura de um convênio com o governo de Minas Gerais para recapear a rodovia. “O recape está aprovado pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e mesmo se o convênio não sair, o prefeito irá resolver o problema”, afirmou Calixto. Ainda de acordo com ele, o recapeamento do trecho é uma promessa de campanha do prefeito Juliano Diogo (PSD) que será cumprida.