08 de julho de 2026

DIG pede à Justiça que Paloma continue presa


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Paloma Bastos em imagem de arquivo conta como se envolveu em morte de aposentada
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca encerrou ontem o inquérito que apurava o assassinato da aposentada Ana Cecília Macedo, 69, ocorrido na manhã do último dia 7 de março, no Riviera.
 
O delegado Márcio Garcia Murari enviou o inquérito à Justiça com o pedido de prisão preventiva da autora, também aposentada, mas por invalidez, Paloma Martins Bastos, 43, do Parati. Segundo Murari, em liberdade, a autora pode cumprir a promessa de matar o ex-amante e a mãe dele. “Ela já deu mostras do que é capaz de fazer”, enfatizou.
 
Paloma foi indiciada por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e meio cruel) e furto. “O objetivo dela não era cometer o crime contra o patrimônio (furto ou roubo), mas sim o crime contra a pessoa (homicídio). O furto do celular foi uma consequência”, explicou o delegado. 
 
Anexo ao inquérito, ele solicitou o pedido de prisão preventiva. Murari afirma que solta, Paloma representa perigo. “Ela deixou claro que, em liberdade, vai matar o Elizeu (Venceslau da Silva, 44, ex-amante) e a mãe dele.”
 
Ana Macedo foi encontrada morta na manhã do dia 8 de março. Três dias depois, a DIG localizou Paloma, que confessou o crime, e teve a prisão temporária decretada. Na manhã do dia 7 de março, ela foi até a casa do ex-amante para matá-lo junto com a mãe por ter sido “estuprada” nos quatro meses em que manteve um relacionamento extraconjugal. Como não os encontrou, disse que assassinou a idosa por ela ter, supostamente, participado de um “ritual” para libertá-la.
 
O pivô da história que culminou na morte de Ana Macedo prestou depoimento no dia 14 de março. Elizeu da Silva confirmou ter mantido um relacionamento com Paloma Bastos, mas negou as acusações de estupro e afirmou que Paloma matou Ana Cecília por engano. “Ela (a) confundiu com a mulher do pastor que participou do tal ritual, o que na verdade era uma oração.” Ana Macedo, segundo ele, não estava em sua casa no dia da “oração”.   
 
Marido livre
No dia da prisão de Paloma (11 de março), o marido dela, vendedor autônomo Eurípedes Balsanulfo Bueno, que sabia do romance da mulher, também foi preso. Ele foi flagrado de posse do celular furtado da idosa morta. 
 
Ontem, após 22 dias atrás das grades, Bueno ganhou a liberdade como presente de aniversário, já que completou 56 anos. “Durante as investigações, ficou provado que ele (marido) não teve participação direta ou indireta no assassinato”, destacou Murari. O vendedor vai responder pelo crime de receptação do aparelho celular de Ana Cecília.
 
Veja o vídeo onde a acusada descreve como matou a idosa: