Recentemente foi anunciado que o polêmico filme francês, Azul É a Cor Mais Quente não sairá em Blu Ray no Brasil. E, para o pesar dos cinéfilos de plantão – que podem voltar a chorar e a espernear em três, dois... – o terror do politicamente correto nem acabou de privá-los de uma obra-prima do cinema contemporâneo, e já atacou outro filme tão polêmico e primoroso quanto, Ninfomaníaca.
Assim como o polêmico filme Azul É a Cor Mais Quente, o novo trabalho do cineastra Lars Von Trier, também não terá sua versão em Blu Ray lançada no país. Para entender melhor o ocorrido é preciso voltar na pós-produção do longa. A versão original do filme ultrapassa 5 horas de duração. A produtora do filme optou por deixar esta versão como a do diretor e exibi-la apenas em festivais. Para o público, foi cortada mais de uma hora de filme e divido o material final – após o corte – em duas partes.
Na época do lançamento do filme Ninfomaníaca nos cinemas, Louise Vesth, produtora do filme soltou uma nota esclarecendo sobre as censuras da trama. “Cada país tem suas próprias leis de censura e para criar uma coesão entre as estratégias de distribuição em cada território, a versão de 4 será a primeira a ser lançada. E mesmo essa versão pode sofrer mudanças em cada país de acordo com as leis nacionais”.
Em outras palavras além dos cortes e da censura sofrida na pós-produção do Ninfomaníaca, houve ainda, em determinados países, mais cortes e censura. O que se repete no lançamento do filme para locadoras e consumo individual. As três empresas responsáveis por replicar os filmes no Brasil não aceitaram fazer o trabalho pelo alto teor sexual do filme, o
mesmo aconteceu com Azul É a Cor Mais Quente.
A segunda parte do filme Ninfomaníaca já está em exibição no Brasil. A polêmica trama foi vista por mais de 250 mil espectadores. Não há previsão ainda para a estreia da segunda parte do filme em Franca. A primeira não foi exibida na cidade.