11 de julho de 2026

Morreu a professora Eulália Mesquita, viúva do engenheiro Nicésio Mesquita


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Morreu às 15h50 de sábado, no Hospital Regional de Franca, a respeitada professora Eulália Maria Jacintho Mesquita, aos 81 anos. Diagnosticada com câncer há pouco mais de um ano, passou por cirurgia e, na sequência, iniciou tratamento especializado que lhe garantiu boa qualidade de vida. Vinha muito bem, segundo a sobrinha Lila, até três semanas, quando forte recidiva minou-lhe as forças, causando a imediata necessidade de internação, o que ocorreu na quinta-feira, 6 de março. Em função da idade, debilitou-se, seguindo-se a morte, sábado.

Era viúva do engenheiro civil Nicésio Mesquita. Do casamento, quatro filhos: Eunice, casada com o juiz de direito Raul de Aguiar Ribeiro Filho, que atua em São Paulo; Eduardo, casado com Maria Silvia; André, casado com Marina; e Raquel, falecida; além de quatro netos, Adriana, Renata, Giuliana e Guilherme. Continuava residindo em sua tradicional moradia da rua Alcindo Ribeiro Conrado, onde, por muitos anos, manteve pequeno ateliê para comercializar doces caseiros e panos de prato, que ela própria produzia com dotes requintados. Fez clientela fiel não apenas pelas delícias ou pela riqueza de seus trabalhos manuais, mas, especialmente, “pela fidalguia com que recebia suas fiéis clientes, amigas, como as chamava”, segundo a sobrinha Lila.

Eulália era natural de Restinga (SP), irmã de Didi, José Francisco, João Bosco, Theophila, Antônio e Rute. Fez seus estudos fundamentais no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, de Franca; ensino médio e magistério no Nossa Senhora do Sion, em São Paulo, e, posteriormente, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, graduando-se em Português e Francês. Cursou ainda Pedagogia, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava (SP). Exercitou o magistério na Unifran e no Colégio Alto Padrão.

Em 2009, publicou livro contendo suas muitas experiências do magistério — Manual Prático de Português (Erros para nunca mais cometer) — que fez muito sucesso dentre os estudantes e aficionados pelo estudo do idioma. Nos últimos anos, dedicou-se à Pastoral da Liturgia da Catedral Sé de Nossa Senhora da Conceição e, saudosa, aos esforços de restauração da Capela do antigo Colégio Nossa Senhora de Lourdes, no Centro da cidade.

Seu velório iniciou-se sábado, na sala 1 do São Vicente de Paulo, e seguiu no domingo (9), com sepultamento previsto para as 16 horas, no Cemitério da Saudade, com trabalhos da Funerária Nova Franca.