09 de julho de 2026

Paulistano: em meio a vacas, insetos e lixo


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Vacas são flagradas com frequência por avenidas, ruas e praças em bairros da região do Jardim Paulistano. Na foto, animais transitam próximo a cesta de basquete em praça do Jardim Panorama
Entulhos, lixos e bichos mortos, inclusive porco, jogados em terrenos baldios. Mau cheiro que exala das lagoas de tratamento da Sabesp. Vacas circulando por avenidas movimentadas e praças. Falta de sinalização no trânsito em pontos próximos a escolas. Esses são apenas alguns dos transtornos relatados pelos moradores dos Jardins Paulistano I e II, Panorama e São Francisco ao programa Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora. A equipe da emissora esteve no bairro no dia 21 de fevereiro e retornou na semana passada para dar voz à população daquela região da cidade e registrou várias deficiências nos bairros.
 
Em diferentes pontos, há terrenos baldios descuidados. Eles se transformaram em depósito de lixo, local para consumo de drogas, focos de mosquitos da dengue, e abrigo para outros bichos, como ratos, baratas, escorpiões e até caramujos e cobras, que invadem as casas vizinhas e geram transtornos aos moradores.
 
Um dos terrenos, que fica no final da rua Hermínia Marcondes Luz, costuma ser usado como passagem por pedestres, mas está sujo e acumula entulhos, restos de árvores e outros lixos, além do mato alto. “Não sabemos de quem é isso aqui. Mas o que sei é que do jeito que está não pode ficar. Se for da Prefeitura, ela tem que limpar e se não for, ela tem que obrigar o dono a limpar”, disse a vizinha do local, Maria Auxiliadora da Silva. Outro ponto “dominado” pelo lixo fica no final da avenida Ricardo Alexsander de Andrade. Lá é possível encontrar entulhos, sofá, colchão e materiais que causam mau cheiro. 
 
Uma área ao lado da avenida Primo Meneghetti também é alvo de reclamação. Após reiterados pedidos, a Prefeitura limpou parte do local, mas no acostamento da via há ainda mato e um grande buraco que preocupa os vizinhos. “Quando chove acumula muita água ali. Sem contar que jogaram metade de um porco aqui no fim de ano e ficamos dez dias com esse mau cheiro do bicho, até que meu marido veio ver o que era e ficou impressionado. Ele mesmo enterrou o animal porque estava insuportável o cheiro”, disse a pespontadeira Edna de Paula.
 
Se não bastasse o mau cheiro do lixo nos terrenos, o cheiro da água escura e fedida das  lagoas de estabilização de esgoto instaladas no bairro pela Sabesp também invade as casas. “Todo dia dá cheiro ruim. Já reclamaram, mas não resolve. Eles vão, jogam produto, mas logo volta o fedor”, disse a moradora daquela região, Joelma Oliveira.
 
Trânsito
A falta de um semáforo no cruzamento das avenidas Primo Menegtthi e Francisco Delfino dos Santos também preocupa quem trafega pelo local diariamente. Segundo os moradores, os motoristas não respeitam a parada obrigatória e entram na Primo Meneghetti, sentido Panorama, em alta velocidade. O local não possui faixa de pedestres e se tornou um perigo. “Pelo menos uma faixa de pedestre deveria ser colocada, porque o semáforo faz tempo que estão pedindo e eles não colocam. O pessoal ali (na avenida Francisco Delfino dos Santos) vira de uma vez e não respeita o pare. Alguma coisa tem que se fazer”, disse o comerciante Jaime Rodrigues.
 
Outro cruzamento, o da Primo Meneghetti com a rua Belo Horizonte, é ponto de reclamação. Os motoristas também não respeitam a parada obrigatória e causam confusão. “O pessoal que vem da Belo Horizonte passa direto, então escuta buzina o dia todo por aqui. E tem também os motoristas que vêm da Primo Meneghetti e, como mudaram a Belo Horizonte para mão única, eles não podem subir mais nela e entram com tudo, sem parar, na rua da escola. É um perigo porque é lugar onde crianças pequenas transitam”, disse a pespontadeira Edna.
 
Invasão
Uma cena é comum nos bairros e incomoda. Vacas têm sido constantemente flagradas “passeando” pelas ruas. Além do receio de acidentes, há a sujeira que os animais fazem por onde passam. Na tarde da última quarta-feira, 26, algumas vacas estavam, como de costume, em uma praça do Panorama. “Todos os dias elas estão aqui. Tem cavalos e até cabrito também. É perigoso, pode acontecer acidente”, disse o morador do bairro Eduardo Mariano.

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