Barulho ensurdecedor e mau cheiro geram cerca de 25 queixas por mês
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Homem em serralheria da zona norte de Franca. Cetesb acompanha ruídos gerados nestes locais
Todos os meses cerca de 25 reclamações de quem mora perto de marmorarias, serralherias, madeireiras e curtumes chegam à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) de Franca. A agência registrou no ano passado 287 reclamações do tipo. O número repete a média dos anos anteriores. (VEJA O VÍDEO).
No ranking, as causas que mais incomodam a população são barulho, que representou 30,7% dos problemas em 2013, fumaça e fuligem, 15%, vibração, 14,3%, e odor, com 9,8%.
Segundo Vera Barillari, gerente da Cetesb em Franca, ocorrências de barulho são registradas em toda a cidade, já os casos de mau cheiro e fumaça são mais pontuais. “As reclamações de odor acontecem principalmente em regiões próximas ao Distrito Industrial. Já sobre fumaça, registramos mais reclamações em junho e julho, época mais seca e com mais queimadas.”
Sonia Silva (*) é vizinha de uma marmoraria no Jardim Noêmia e sofre com a barulheira das máquinas. “O dia todo tem barulho de serra, martelo. Eles começam cedo e só param a tarde, além do sábado que é quando são o meu despertador. Até colocaram placas de alumínio para abafar o som, mas não adiantou nada.”
Os responsáveis pela marmoraria afirmam que funcionam só em horário comercial, recebem visitas da Cetesb e estão em dia com as exigências.
Luiza Rodrigues (*) mora no Parque das Esmeraldas e reclama do fedor causado pelos curtumes. “Quando me mudei para cá enjoava e vomitava por causa do cheiro. Até hoje é difícil jantar pois o mau cheiro costuma ser mais forte no fim da tarde. Se pudesse me mudava daqui.”
O que fazer?
A Cetesb tem a função de conceder a licença ambiental de atividades industriais. Segundo a gerente da agência, Vera, empresas desse tipo só conseguem o alvará de funcionamento da Prefeitura quando a Cetesb libera a autorização ambiental. “Analisamos questões como poluição sonora, do ar e da água, além vibrações”, disse Vera.
Cabe à Cetesb receber denúncias dos moradores. Nesses casos os técnicos verificam as condições de funcionamento do local seguindo critérios como se a área é zona industrial, mista ou residencial. “Caso encontremos irregularidades, o local é advertido e tem prazo de 30 dias para se regularizar. Se a empresa não atender à advertência, é multada e pode até ter a licença cassada.” Reclamações devem ser feitas pelo telefone (16) 3724-5922.
(*) os nomes das entrevistadas são fictícios pois elas pediram para não ser identificadas.