A internet deverá mudar completamente o panorama das eleições de outubro de 2013. Páginas, blogs e redes sociais deverão atingir uma importância vital na campanha, ainda mais que a internet tornou-se um verdadeiro reduto da população mais jovem que sempre se mostrou avessa à política. O horário eleitoral gratuito perde importância e os candidatos terão que se virar para conseguir atingir o eleitor. E a rede pode ser este caminho. Ainda mais pelas características do pleito deste ano (eleição para presidente, senadores, governadores e deputados federais e estaduais), a exposição precisa ser ampliada. A propaganda eleitoral gratuita já não consegue isso.
Os principais partidos com candidatos fortes (PT, PSDB e PSB) já se movimentam no sentido de utilizar os recursos da rede mundial de computadores de forma eficiente. Dilma Rousseff sai na frente, com a criação do Blog do Planalto e a reativação de sua conta no Twitter, no ano passado. Além disso, conta com a Rede 13, uma série de páginas de militantes do PT que, mesmo usando as vias tortas, conseguem atacar os adversários e promover o nome de Dilma.
O PSDB de Aécio Neves começa a utilizar a mesma ferramenta e já forma uma equipe que irá trabalhar exclusivamente para aproveitar a plataforma. Nas últimas eleições, os tucanos mantinham apenas páginas oficiais da campanha, mas a intenção, agora, é utilizar todo o potencial que as redes sociais oferecem. Já aparece no Facebook uma página do partido onde as técnicas desenvolvidas pela Rede 13 são utilizadas de forma mais organizada. ‘É Mentira do PT’, ainda em fase inicial, faz postagens diárias tentando desmentir números e discursos petistas. Da mesma forma que a Rede 13 faz.
O PSB também se movimenta no sentido de dar visibilidade maior ao provável candidato à presidência, o governador pernambucano Eduardo Campos. Agora, ao lado de Marina Silva, Campos necessita tornar-se conhecido além das fronteiras do Nordeste, onde é bem avaliado. Por isso, a internet será uma ferramenta fundamental para as pretensões do neto de Miguel Arraes. E a situação deve se repetir com os demais candidatos à sucessão de Dilma Rousseff.
Os candidatos aos outros cargos proporcionais pretendem usar a ferramenta. O problema é descobrir se o uso será responsável ou ético. Como se sabe, a internet é uma ferramenta maravilhosa, mas que se presta também a calúnias, difamações e inverdades que, se usadas, podem causar rombos e estragos em reputações, carreiras e moral. Resta ver como a Justiça Eleitoral vai fiscalizar e punir a utilização maldosa. O que se espera, porém, é que a utilização da internet como auxiliar na campanha eleitoral seja feita responsavelmente, ainda mais que ainda hoje se veem virais se espalhando na rede com montagens, mentiras e informações falsas que mais confundem que esclarecem. A internet será uma excelente plataforma de divulgação de planos de governo, ideias e intenções. Do contrário, poderá levar o eleitor a incorrer em erros que dificilmente poderão ser reparados. É bom ficar de olho.