Alvo de ações no Ministério Público e Polícia Civil, e em guerra com um grupo de servidores, Jépy Pereira vai apelar para a criação de cargos de chefia para aumentar o seu poder de controle e minar a atuação dos funcionários rebeldes.
O recado mais direto será dado na direção das procuradoras da Câmara. Elas assinam a ação popular movida contra o presidente e também são autoras do processo trabalhista que cobra uma indenização de R$ 1,6 milhão por suposto assédio. Elas ganharam poder com a reforma administrativa aprovada no ano passado e são consideradas o calcanhar de Aquiles de Jépy Pereira.
Embora não admita em público, a prometida criação do cargo de diretor-jurídico é uma aposta do presidente para diminuir o poder das procuradoras, que ficariam subordinadas ao ocupante da função. Jépy indicará o nome de Denílson Carvalho.
Outra medida prevista pelo presidente é a reativação do cargo de diretor-geral, que será oferecido a Jerônimo Sérgio Pinto, atual chefe da Ouvidoria da Prefeitura.