Prefeitos de cinco cidades da região de Franca que herdaram de seus antecessores, ao assumir o cargo em 2013, municípios endividados, “apertaram os cintos” e conseguiram pagar no primeiro ano de governo quase metade de suas dívidas. Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Restinga e São José da Bela Vista somavam mais de R$ 10,5 milhões em débitos. Aliviados e com as finanças organizadas, os prefeitos planejam investir em obras cerca de R$ 16 milhões.
Em Cristais, Miguel Marques (PSDB) economizou e conseguiu quitar 86% da dívida do município que chegava a R$ 2,5 milhões no início do ano passado quando assumiu o poder. “Com a casa em ordem, vamos avançar e investir cerca de R$ 10 milhões este ano, sendo R$ 1 milhão de recursos próprios.”
Para 2014 o tucano prevê investimentos em obras para restabelecer a normalidade no fornecimento de água, a construção de casas populares, escolas, Centro de Convivência do Idoso e o asfaltamento de seis quilômetros no prolongamento da estrada vicinal Argemiro Leonardo.
Diante da crise financeira que enfrentou ao assumir o comando de São José da Bela Vista, a prefeita Celinha Ferracioli (PTB) reduziu os custos e pagou mais de R$ 1 milhão do total de R$ 3 milhões herdados de débitos com fornecedores e funcionários. “Agora, nosso principal objetivo é cuidar da água de São José. Conseguimos este ano um convênio com a Funasa de R$ 1 milhão para construir uma nova estação de tratamento. Neste início do ano já devemos iniciar a obra”, afirmou a prefeita.
Em Jeriquara, a experiência de mais de 30 anos no serviço público foi primordial para direcionar o prefeito Sebastião Henrique Dal Piccolo (PSD) na hora de tomar decisões para conseguir equilibrar as finanças do município. Entre outras coisas, ele criou o PDV (Plano de Demissão Voluntária) e exonerou funcionários. O prefeito evitou falar da dívida herdada e se limitou a destacar as obras nas quais investirá R$ 3 milhões este ano: construção de escola, UBS, galerias de águas pluviais, recapeamento asfáltico, rotatórias e uma quadra esportiva. “Não devo nem um tostão. Todas as despesas de encargos e fornecedores de 2013 foram pagas.”
Outro município da região que conseguiu baixar o valor da dívida acumulada por administrações passadas foi Itirapuã. O débito caiu de R$ 1,3 milhão para R$ 700 mil, de acordo com um funcionário do setor de contabilidade da Prefeitura. O prefeito Rui Gonçalves (PP) não foi encontrado para falar sobre o assunto na sexta-feira, 10.
Exceção
Com menos tempo para acertar as finanças, já que ficou fora do cargo por quatro meses depois de ter sido cassado pela Câmara Municipal no ano passado, o prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), se viu livre de mais de R$ 700 mil dos R$ 2,4 milhões em dívidas contraídas por administrações anteriores com a Previdência Social, fornecedores e concessionárias prestadoras de serviços de saneamento, energia e telefonia. “Quando assumi, a Prefeitura devia R$ 1,3 milhão só de FGTS. Aí tive que negociar o parcelamento em 20 anos.”
Pitt espera recuperar os R$ 2 milhões em repasses que deixou de receber - segundo ele por conta do embate político na cidade - e investir na Fazenda Boa Sorte, no asfaltamento do Bairro Alto da Boa Vista e na creche-escola.
colaborou Thamara Pimenta