Passadas as festas de fim de ano, férias e demais comemorações é hora de começar a se preparar para a volta às aulas. Por causa da Copa do Mundo 2014, que será realizada no Brasil, o ano letivo será antecipado, com início do primeiro semestre no dia 28 de janeiro, permitindo assim iniciar o recesso durante os jogos, de 12 de junho a 11 de julho.
O resultado dessa antecipação é o aumento do movimento nas livrarias mais cedo para a compra dos materiais escolares. E na hora de zerar as listas, os pais podem economizar fazendo a tradicional pesquisa de preços e com o reaproveitamento de objetos usados pelos filhos em anos anteriores.
As escolas particulares distribuíram as listas no momento da matrícula dos alunos, já as públicas darão as orientações no início das aulas. Na semana passada, pais e mães já encheram as papelarias para comprar cadernos, lápis e afins. Segundo João Paulo Goulart, vendedor na Papelaria Mendonça, nos últimos dias o movimento cresceu cerca de 60% e deve aumentar ainda mais.
O Procon orienta consumidores para que eles não tenham seus direitos lesados. Segundo William Karan Júnior, coordenador do órgão em Franca, é proibido, desde o ano passado, pela lei 12.886/13, que escolas incluam nas listas materiais de uso coletivo, tais como materiais de limpeza, papel higiênico e até giz para lousa. “O aluno só deve comprar o que for de uso pessoal, como lápis, borracha, caderno e papel”, disse William. Escolas públicas e particulares têm legislações diferentes, mas no caso dos materiais de uso coletivo, a lei é válida para ambas.
Ainda para colaborar com o consumidor e facilitar a compra, o Procon deve divulgar no início desta semana uma pesquisa de preço de materiais feita em oito estabelecimentos de Franca e com o valor de 75 itens diferentes.
William alerta ainda para outra prática que é proibida: especificar a marca e o local onde a lista deve ser adquirida. “O usual é que os alunos iniciem o ano letivo já com o material pedido, porém caso isso não aconteça ele não pode ser impedido de assistir as aulas”, afirma William.
Segredos
Pesquisar. Conjugar esse verbo ainda é a melhor maneira de economizar. O mesmo produto pode ter uma variação grande de preço dependendo apenas da marca.
Para se ter uma ideia, um caderno universitário de 96 folhas com capa dura pode variar entre R$ 5,30 e R$ 16,60, dependendo do personagem que estampa a capa. Empresas que licenciam, por exemplo, as ‘Monster Highs’ cobram até três vezes mais por cadernos com as monstrinhas na capa.
Outro verbo que pode fazer a diferença na conta final das compras é o reaproveitar. A professora de música Renata Noronha fez a lição de casa. Ela levou a filha Beatriz, de 8 anos, para comprar seus materiais, mas deixou claro para a criança que a mochila, o estojo e a lancheira seriam os mesmos do ano passado, que estão em excelente estado de conservação e são da personagem predileta da filha, a gatinha Marie. Economizou mais de R$ 100 com isso.
Desconto
Com a lista em mãos e a pesquisa feita, outro jeito de economizar é “brigar” no preço. Não há legislação, segundo o coordenador do Procon, William Karan, que obrigue desconto para quem pagar à vista. “Não há determinações para que o preço seja reduzido no caso dos clientes que pagam de uma só vez, mas usualmente eles podem ser de até 10%. E alguns comerciantes costumam dividir o valor, sem juros, no cartão de crédito.”
O valor total da lista de materiais varia de acordo com a marca do produto escolhido e o local da compra, mas de acordo com pesquisa informal feita pela reportagem do Comércio da Franca varia entre R$ 80, na rede pública, e R$ 140 na particular.